• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Já fomos avisados

Me pergunto, observando as últimas notícias que povoam os meios de comunicação, o que justifica uma sociedade como a nossa, que está se colocando no lugar do aparelho estatal e cometendo atrocidades como as que vimos nesses últimos dias, com relação a senhora que foi espancada ao ser confundida com uma sequestradora de crianças.

Há poucos meses, devido ao episódio do cinegrafista da Rede Bandeirantes que morreu devido a um rojão que foi o atingiu, um conhecido meu foi alvo de ameaças no Facebook pois haviam confundido o mesmo com a pessoa que acendeu o rojão, sendo ele inclusive ameaçado de morte pessoas que sequer conheciam ele e não tinham certeza sobre nada.

Há pouco mais de um mês uma âncora de jornal disse em cadeia nacional que entendia a ação de pessoas que faziam justiça com as próprias mãos.

Diversos foram os pensadores, filósofos ao longo da história da humanidade que deixaram clara a necessidade da existência do Estado para conter o ímpeto do homem. Antes ainda desses filósofos, vemos em relatos bíblicos do Antigo e Novo Testamento demonstrações claras de que o homem é mal por natureza, um ser depravado.

São demonstrações claras daquilo que há anos e anos já foi dito na Bíblia. Ao ler, imaginava que seria assustador, mas mesmo assim me impressiono com o que estou observando ocorrer.

Não consigo!

Por mais que pense, pois mais que cogite, e até decida! Não, não há como deixar de lado. Afinal, já faz muito tempo que me acompanha, que está ao meu lado, ouvindo (ou seria lendo?) meus pensamentos mais absurdos, mais terríveis, mais comuns, mais cotidianos. Então, justamente por isso, mesmo que de vez em quando eu desapareça, inevitavelmente eu acabo retornando, e escrevo, simplesmente pelo ato de escrever, muitas vezes sem motivo algum, mas escrevo.

Aguardamos de forma única a permissão de que tudo se torne aquilo que esperamos para sermos aquilo que queremos, pois ser apenas aquilo que deseja-se de nós está difícil, quase impossível. Mas, é assim que se espera em nossa sociedade, de imagens, de receios, de medos, de angústias. Não se faz mais o que se quer, mas apenas aquilo que se é esperado, e aí vivemos dessa forma, angustiados em meio a tudo, por todos. Mas, a nossa liberdade já nos foi dado, por Ele e mesmo assim não conseguimos enxergar, nem vivenciá-la, presos a legalismos, a regras ridículas, a normas sem sentido. Até onde vamos com isso? Até sua volta? E, quando voltar, será que teremos tempo suficiente para enxergarmos nossas falhas, nossos erros? É… Será?

Trânsito

Tudo que se vai e foi apenas era e é aquilo que um dia foste e nada é mais por ser temporário, transitório. E o trânsito, com seus ires e vires, loucos, velozes, insanos, medonhos, nos assusta em sua rapidez notória que vem a ser, sem vir, sem ir. Apenas o é, e assim sendo, é!

O rabo do peixe

E tudo que somos e que fomos acaba chegando a um resultado impensável daquilo que nem sabemos que podemos ter e ser. Mas, apenas sendo e tendo, somos pessoas, indivíduos, que chegam a conclusões, pensamentos, ideias, decisões. A vida é dessa forma, então, cheia de sentidos e ironicamente muitas vezes sem motivos por serem apenas o que são, sentidos sem sensações, sensações sem propósitos. De uma mente sã e ao mesmo tempo insana, de alguém que nada mais é do que um ser humano, sapiens daquilo que se coloca, mas muitas vezes sem saber apenas o é, sem perceber que aquilo que acredita é fruto de um senso comum, de uma tradição que lhe foi imposta, apenas porque não cabia na assadeira.

Passou a vir, a ser.

Por entre tudo aquilo que se passou em toda a existência do ser que acima dele esta e nada mais é do que ser inexorável do devir justamente tudo se esvai e nada sobra a não ser a certeza do vir.

E então nada mais é e tudo foi aquilo que um dia foste e nada seria a não ser um algo estonteante e ao mesmo tempo singelo como simples gota de orvalho, mas que em sua simplicidade demonstra uma complexidade tamanha que apenas palavras nada são para dizerem com total certeza a respeito daquilo que é, que foi, que será.

Simplesmente complexo

Buscando por entre as coisas que se estabelecem em tudo e em todos que nada são e pouco representam em uma futilidade e infantilidade de nada que se dá e que se pode por isso nada que vem é simples ou complexo mas apenas é e tudo é.