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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Culpar a quem não tem culpa…

A mídia foi tomada de assalto ontem por um acontecimento dos mais inesperados, mas que é um demonstrador de por onde está caminhando a sociedade brasileira contemporânea, infelizmente.

Um jovem de 24 anos, ex-aluno de uma escola pública do estado do Rio de Janeiro, entrou na escola passando-se por um palestrante e depois foi invadindo salas do primeiro andar do colégio e atirando com revólveres calibre 38 e 32 contra os alunos que estavam nas salas de aula. Doze crianças entre 13 e 15 anos foram sumariamente assassinados. Agora, a pergunta que fica na mente de todos é: por que algo tão absurdo, que víamos apenas em telejornais acontecendo no exterior (mais especificamente, E.U.A.), chega assim em nossa realidade? Tal questionamento é mais que necessário.

Pelo que pode-se observar com as informações até agora veiculadas, Wellington Menezes, que agora, na mídia, está sendo chamado de “O atirador do Realengo”, era um fanático religioso. A reportagem da revista Veja, de forma um tanto descuidadosa, identifica inclusive tal seita religiosa da qual ele fazia parte (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/atirador-de-realengo-sofria-bullying-no-colegio-afirmam-colegas). Agora, não podemos fazer como alguns já estão fazendo e generalizar dizendo que a culpa é da religião, de que o religião é um câncer que deve ser extirpado e por aí vai… Dizer que o culpa é da religião devido ao alto grau de fanatismo religioso que existe na carta do assassino do Realengo não ajuda em nada, muito pelo contrário, só cria ainda mais possibilidades de que outros ataques venham a ocorrer, agora contra pessoas que seguem a mesma vertente religiosa que o tal do Wellington.

A verdadeira religião, traz uma mensagem que é bem clara, e que não se apega apenas em dizer que animais devem ser protegidos (como parece ser a grande preocupação do asssassino, em sua carta de suicídio – http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/2011/04/leia-trecho-da-carta-do-atirador-que-invadiu-escola-no-rj.html). A mensagem da religião e que é aquela propagada pelo verdadeiro servo de Deus é algo muito mais profundo e que se volta para todos aqueles que foram criados por Ele. Não podemos, em hipótese alguma, cair na armadilha de transformar tal fato em motivo para perseguições e desrespeitos a religiosos. A fanatismo, o fundamentalismo é que é o equívoco, e não a religiosidade em si.

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