Experiências de retorno

Experiências de retorno sempre são interessantes, principalmente quando retornamos para algo que tanto gostávamos, mas que por motivos dos mais variados, acabamos por nos distanciar delas. Essa semana eu tive uma dessas experiências de retorno.

Há cerca de um mês eu fui convidado por um grande amigo meu, Thiago Brandão Zardini (que mais que amigo, tenho-o como meu irmão de coração), para apresentar uma palestra a respeito de meu antigo objeto de pesquisa, de quando ainda estava na faculdade: Festejos religiosos do século XIX. Falei com ele que estava mais do que enferrujado, que cinco anos distante do mundo acadêmico tinham me deixado atrasado frente à pesquisa nessa área e tudo o mais.

Mas, a bem da verdade, o maior problema em relação a isso tudo residia em um detalhe: MEDO. Realmente, eu estava amedrontado de passar vergonha, de fazer com que meu amigo e a instituição a qual ele representa (Faculdade SABERES) passassem por algum tipo de constrangimento por causa de um palestrante despreparado e tal. Mas Thiago acabou por me convencer e lá fui eu me preparar para a tal apresentação. E onde que eu consegui me preparar da forma como imaginava que me prepararia? Um monte de coisa aconteceu que atrapalhou meus estudos para a apresentação. Correria na escola onde eu trabalho, projetos e provas, correções de atividades, e questões de caráter estritamente pessoais também acabaram por dificultar toda a preparação. E, aí, na véspera da apresentação, estava eu desesperado, sem saber o que fazer. Foi então que minha noiva me ajudou a colocar as ideias no lugar e a pensar racionalmente, deixando o pânico que dominava a minha mente de lado. E preparei-me da melhor forma possível e fui. E, não é que, entre os “trancos e barrancos”, a apresentação foi um sucesso muito maior do que eu esperava. E, também me ajudou a enxergar, que realmente, um retorno à algumas coisas do passado são necessárias para que possamos voltar a viver plenamente felizes. Hoje eu vejo, que preciso retornar ao mundo acadêmico, voltar a pesquisar, a ler artigos acadêmicos. Não que eu não me sinta feliz dando aula para ensino fundamental e médio. Me sinto sim muito feliz nessa área do ensino, mas não posso deixar de negar, que a área do nível superior, e as discussões que ela pode vir a gerar e incentivar me cativam e fazem com que eu queira, mais do que nunca, continuar a minha formação. Fazer a minha segunda graduação (em Ciências Sociais), meu mestrado e doutorado.

Pois foi muito bom ouvir, de outro grande amigo e irmão meu, Danilo Barcelos Corrêa: Bem-vindo de volta.

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