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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Até a teoria da relatividade pode ser uma balela!

Emitir opinião não é algo fácil de se fazer.

Muitas pessoas acham que apenas dizer aquilo que elas acreditam é o necessário para emitir uma opinião. Pegam, acessam o Twitter, Facebook ou simplesmente escrevem um e-mail, mandam para uma “galera” e pronto. “Falou, tá falado!”. Acham que todos tem de aceitar o que foi dito por ela, que não podem ser questionadas, que a opinião delas deve ser respeitada e aceita simplesmente pelo fato de ser uma opinião pessoal. E se chateiam quando tem sua opinião, que para elas deveria ser uma verdade absoluta e amplamente respeitada, sendo questionada e colocada em cheque.

Vejo muito isso na geração atual. Jovens que acham que o que vale é apenas dizer o que “acha”, “aquilo que pensa”. Uma juventude que se vale de um conceito equivocado de liberdade de expressão para dizer suas opiniões e justificarem seus preconceitos velados. É impressionante como temos preconceitos velados em nossa sociedade. Muitas pessoas desavisadas quiseram, ao longo dos anos, propagar a ideia de que o Brasil é um país sem preconceitos, que todos são respeitados, devido a multiculturalidade existente em nosso espaço geográfico. Uma besteira sem tamanho, tanto de se dizer, quanto de se defender, dado a realidade que vivemos desde a formação sócio-cultural de nosso país. Mas, com o passar dos tempos, chegamos a um contexto, em pleno século XXI, em que as pessoas viraram pelo avesso todo e qualquer conceito que exista. Preconceito, bullying, religião, foi tudo tão mexido e remexido em nosso tempo pós-modernista, que simplesmente não sabemos mais como se dá isso tudo. Foram conquistas interessantes as quais tivemos devido ao pós-modernismo, mas me pergunto se a geração de hoje foi criada de modo a ser questionada o tempo inteiro, e justamente o que observo é que não foi.

A teoria da relatividade, desenvolvida por Einstein anos e anos atrás, e fortemente aplicada em nossa vida pós-modernista é algo duro de se viver e conviver. É bem simples explicar o motivo disso. Imagine você viver em uma realidade na qual você pode ser questionado o tempo inteiro, uma realidade onde os “achismos” não são valorizados, muito pelo contrário, eles são ridicularizados. Preconceito para com o direito de “achar”? Sim! Mas, mas… A nossa sociedade brasileira é multiculturalista, não tem preconceitos. A meu caro, e você acreditou nessa propaganda muito da mal elaborada? “Achou” que isso era o certo? E, agora, ao ver que não é bem assim? E agora, ao perceber que o preconceito existe e que simplesmente dizer o que pensa não é suficiente para convencer os outros, como você irá agir?

Ter opinião não é apenas achar alguma coisa… Ter ideias próprias não é se basear em “achismos”. Não há espaço para isso em uma sociedade multiculturalista, pós-modernista, relativista. Tudo é possível? Sim! Desde que seja muito bem fundamentado. E, mesmo sendo muito bem fundamentado, se prepare, sua opinião nunca será a verdade absoluta, pois ela simplesmente não existe, e não foi Einstein que disse isso, foi bem antes dele que chegaram a essa conclusão.

Até a teoria da relatividade pode ser uma balela!

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