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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Desabafo sobre o indivíduo

Viver em sociedade, viver em comunidade, em conjunto com outros indivíduos, não é nada fácil. Acho incrível quando precisamos do auxilio de uma pessoa que faz parte do nosso convívio, a qual sempre nos dispomos a ajudar, e ela simplesmente nos trata de uma forma que nunca imaginaríamos que seria possível de partir da parte dela. Impressionante como essas coisas acontecem. E, confesso, admito, não sei disfarçar tal decepção.

É uma falha da minha parte, sem dúvida alguma. Não consigo disfarçar quando fico chateado com algo que acontece. Não dá! Ser falso não é comigo e nunca foi. Uma coisa que sempre tive bem claro comigo é que todos nós precisamos, em primeiro lugar, de auxiliar uns aos outros para que tudo venha a ocorrer da melhor maneira possível para todos nós. O indivíduo, a partir do momento em que ele está inserido dentro de uma sociedade, ele tem de estar ciente de que não poderá ser, o tempo inteiro, individual, e que vez ou outra terá de se dispor a ajudar às pessoas que estão à volta dele. Mas, o ser humano é falho.

O homem é o ser vivo mais individualista que existe no mundo e fico impressionado como isso cada vez mais vem se afirmando em nossa sociedade. Vivemos uma realidade de que importa aquilo que trará benefício para mim, pouco importando se o outro sairá prejudicado com tais atitudes. Vemos isso nas mais simples coisas de nossa sociedade. Pessoas compram DVD’s piratas nas ruas, baixam músicas na internet (eu mesmo faço isso, admito minha falha), preferem ficar caladas quando observam que a conta da lanchonete veio somada errada. “Se estou levando vantagem, pra quê me importar com isso?”, é o que muitos pensam. Mas, não levam em conta a quantidade de locadoras que fecharam suas portas nos últimos anos, fazendo com que várias pessoas ficassem desempregadas e perdessem suas fontes de renda. Mas, não levam em conta a quantidade de músicos, técnicos e outros profissionais que ficaram desempregadas ou sem suas fontes de renda. Mas, não pensam que a soma errada vai sair do bolso de uma pessoa que pouco ganha de salário, e com aquele pouco talvez tenha que alimentar uma família, sustentar filhos em escolas e por aí vai. Mas, não… O que se pensa é apenas no próprio umbigo, como se o outro fosse um mero detalhe dentro de todo o contexto social no qual estamos inseridos.

“Não vai me trazer benefício? Então não estou nem ligando!”. É um absurdo, incentivado por uma sociedade que deturpou as ideologias do século XIX. Muitos tentam colocar a culpa no “liberalismo”, ou pensam até um pouco mais distante, e colocam a culpa no “individualismo” do século XIV. É apenas uma demonstração do quão rasa é a compreensão dos mesmos sobre a sociedade, sobre a própria história que percorre a sua vida e sua existência. Sim! Você não nasceu no século XIX, muito menos no XIV, mas todo o contexto que fazemos parte hoje em dia é fruto do Renascimento Cultural, é fruto das ideologias do século XIX. Somos uma sociedade moderna ao extremo, na qual o que é valorizado é o tempo, a produção, o fazer mais em menos tempo. Vivemos uma vida recorta e cheia de informações, na qual se não fazemos várias coisas ao mesmo tempo simplesmente não somos preparados para vivermos no século XXI. E, aí, o que temos? Senso-comum, falta de profundidade no entendimento da realidade, alienação e individualismo.

Esse é o retrato de nossa sociedade. Esse é a sociedade na qual estamos inseridos, da qual fazemos parte.

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