• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Extrema…

Mordaças limitam os movimentos dos lábios, evitando que ele possa falar qualquer coisa. Suas pálpebras, coladas com duréx, fazem com que ele não consiga desviar o olhar e evitar de ver tamanha atrocidade. Sendo cortada, retirada aos pedaços, ele vê tudo, com repulsa e dor. É visível, as contrações em seu corpo, no seu pescoço. Ele tenta se abaixar, mas não pode, pois a dor é incrivelmente grande. Fios desencapados o prende na cadeira. O movimento de seu corpo ativa alguma coisa, que ele não sabe o que é, mas que libera micro-choques na sola de seus pés. E o inevitável acaba por ocorrer, sujando seu corpo, suas pernas, o chão que encontra-se a sua frente. E, observando, aquele líquido horrível, fétido, forçando seu globo ocular o máximo possível para baixo, ele vê, no meio daquilo tudo, algo que lhe assusta tremendamente. Uma capsula.

Desespero lhe domina. Tentava se lembrar o que poderia ser aquilo, mas não sabia. Apenas a via, um tanto transparente. Não conseguia discernir se tinha algo ali dentro. Mas, mesmo que conseguisse, de que adiantaria. Não sabia como aquilo tinha parado dentro de seu corpo. Poderia ser uma capsula com drogas dentro, ou então algum tipo de remédio que lhe deram mais cedo…

Cedo… Nem tinha mais ideia de há quanto tempo estava ali, como havia chegado, e quem lhe trouxera para tal lugar. Sabia apenas que ali estava, amarrado numa cadeira de metal frio, amordaçado de forma tão forte que seus lábios estava cortados, o pano sujo de vômito, uma capsula a sua frente e, agora, apenas ossos, completamente limpos.

“Onde ele está?”

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