Caminho, lembranças, conversas que não voltarei a ter…

O caminho ainda dói… A lembrança ainda traz lágrimas aos olhos (como as que me vem agora, apenas ao começar esse texto). A dor ainda é intensa, mesmo que muitos tenham se perguntado porque eu não chorava. Machuca ir até lá próximo todos os dias, mas com o tempo, a dor diminuirá (ou será que apenas me acostumarei à ela?).

Sentirei falta das conversas, sentado a mesa, com um jornal em punho, mas ouvindo atentamente ao que ele dizia. Sentirei falta dos questionamentos, da sua teimosia, da sua implicância com políticos e médicos. Sentirei falta do abraço carinhoso, do olhar suave e ao mesmo tempo intenso. Dos olhos claros a me fitarem. Sentirei falta dos almoços que volta e meia fazia lá. Está doendo agora, mas ainda tenho de terminar de escrever, pois a falta que ele fará não só para mim, mas para todos que conviviam com ele. Era uma referência, de justiça, retidão, pensamento, lucidez.

O vazio existe, e sempre existirá. Subir aquela ladeira doerá muitas vezes ainda, entrar naquela casa e não o ver sentado a mesa, com o jornal em punho machucará. Isso tudo só demonstra o quão importante ele foi na minha vida, e na de todos que o conheceram.

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Um comentário sobre “Caminho, lembranças, conversas que não voltarei a ter…

  1. Filho….
    Fico muito feliz em você externar o seu sentimento o seu amor pelo seu pai-avo pois assim ele sera sempre lembrado… Um pai – avo.
    Me orgulho muito de você… de todos vocês três… filhos, meninos, homens…
    Um beijão no seu coração

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