Caminhos…

Era tudo o que ela via.

Estava ali há alguns meses, ainda reconhecendo o lugar no qual havia chegado e tentando entender tudo que ocorrera com ela. Lembrava-se vagamente a última vez que tinha verificado seus instrumentos. Os dados eram exatos, deveria ter chegado em um local povoado e com condições de sobrevivência.

“Areia para tudo que é lado é bem distante de sobrevivência”.

 Já sabia algumas características. Muito calor durante o dia, muito frio a noite. Tempestades de areia quase toda semana, pelo menos duas vezes. E eram terríveis. Lembrava-se da primeira vez, quando fora pega de surpresa. Sua roupa chegou a se rasgar e o vidro de seu capacete ficou trincado. Foi assim que descobriu que poderia respirar naquela ambiente que lhe parecia inóspito.

Não parecia haver chuva, pelo menos não naquele lugar. Mas, pelo que observara, ao longe, tinha visto se formar nuvens típicas da chuva. E ainda teve um dia em que teve certeza, o ar estava úmido (mas pensou ser alucinação).

Mas, naquele dia, olhava sem entender direito. Havia uma pequena mudança na paisagem, a areia não estava perfeita, um pequeno caminho, como que feito por um animal, existia naquele deserto.

“Civilização, sociedade, pessoas?”. Não pode ter certeza, estava apagada.

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