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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Frágil vidro humano

Frente a algumas coisas que acontecem em nosso dia-a-dia, em notícias, informações que nos chegam, fico imaginando o quão frágil é o corpo humano e como somos pequenos frente a tudo que existe em nosso meio.

Hoje meu primo veio a falecer, depois de mais de 100 dias de luta contra uma hemorragia interna. Foi uma luta árdua. Litros e mais litros de transfusão de sangue. Tentou-se de tudo. Não sou médico para dizer com certeza, mas até onde eu fui informado, não havia mais nada a se fazer para evitar o que estava ocorrendo, e mesmo assim a equipe médica continuava tentando. Quando muitos médicos teriam desistido e dito para os familiares que nada mais poderia ser feito a não ser orar, aqueles médicos lutaram, como se estivessem ali lutando pela vida deles próprios, e não de um desconhecido. Mas, o inevitável acabou por ocorrer, e hoje Fabinho descansou, merecidamente, depois de mais de 3 meses de batalha.

Mas, o que mais impressiona nisso tudo é o que levou a essa hemorragia. “Uma cotovelada enquanto jogava bola com os amigos”. Foi isso que minha mãe me disse meses atrás, me descrevendo porque Fabinho estava internado. Eu não conseguia acreditar. Meu primo saiu de manhã para jogar bola com os amigos e foi parar no hospital, e hoje está morto. Confesso que desde que meu primo deu entrada no CTI, meses atrás, me dá um frio na espinha quando sei que meu irmão está saindo para jogar futebol (algo que ele faz quase todo final de semana). Fico imaginando se fosse com meu irmão. Fabinho tinha 26 anos, saudável, rapaz bonito, educado. Três anos mais novo do que eu. Escuto todo mundo falar sobre os benefícios da prática esportiva. Mas, fico assustado agora. Foi uma fatalidade? Desculpe… mas reduzir a morte de alguém, que tinha uma vida inteira pela frente, a uma fatalidade, é de uma falta de coração simplesmente absurda.

Sou um sedentário convicto. Nunca tive uma hemorragia, a primeira vez que eu quebrei um osso na minha vida foi no início de 2009, num acidente de trabalho. Óbvio que não tenho um saúde maravilhosa, estou quase 40 quilos acima do meu peso ideal, tenho dores no corpo, um fígado que não funciona direito mais (fruto de uma vida completamente desregrada na época da faculdade e que hoje, graças ao Senhor Bom Deus, a abandonei). Mas, fico me perguntando, em várias vezes que penso em voltar a praticar algum esporte (sim, já fiz isso!), hoje me pergunto: volto a praticar esporte (vôlei, por exemplo, ou natação) para correr o risco de uma fatalidade dessa acontecer? Qual a possibilidade de isso ocorrer?

Sei que tudo isso pode ser fruto desse momento específico de tantas perguntas que me faço. Mas, frente a todas as perguntas que me surgem na mente, a única certeza que tenho é aquela feita logo no início desse texto.

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