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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Sentir…

Sentado na cadeira, escutando ruídos que parecem próximos, as vezes distantes. Ruídos, diversos, tantos que tem até dificuldade de identificar quais são, o que são. Passos, gotas, metais, plástico, e tudo o mais que havia e que não discernia. Apenas escutava.

Levantava-se. Teto era baixo demais, era o que lhe dizia o topo da cabeça. Uma textura estranha também existia ali, mas não sabia ao certo, mais, se tal textura era do próprio teto, ou se ele havia ocasionado aquilo. Mas, estava ali.

As paredes eram próximas também, suas mãos, já raladas de tanto encontrar com elas demonstravam que o local no qual ele se encontrava não era muito maior do que o espaço de seus braços pouco abertos.

E, então, voltava-se a sentar. Tudo que ele sabia a respeito do ambiente no qual ele estava era isso. Os sons, o tamanho, a textura. Não tinha cheiro, isso ele tinha certeza, assim como também não apresentava gosto, também tinha certeza.

Tentou então entender o que era tal lugar, onde ele estava e como havia chegado ali, se é que ele havia saído de algum lugar e ido para outro, também era algo que lhe vinha a mente nesse instante.

Seria possível estar no mesmo lugar de antes, tendo apenas ele sido alterado, não havia dúvidas quanto a isso. E a hipótese não lhe parecia remota, muito pelo contrário, lhe parecia, inclusive bem plausível, dado que não se lembrava de ter saído.

Havia sido apagado? Um anestésico fortíssimo que o pusera para dormir, desmaiado, e então levado para outro lugar? Passou lentamente as mãos pelo seu próprio corpo, não encontrando qualquer marca, mesmo que mínima de furo.

Poderia ter sido por líquido? Comida? Não… Não havia comido, ainda era cedo, pelo menos pelo que ele se lembrava, poucas horas tinham passado desde quando ele acordou. Mas, poderia confiar em seu senso de tempo?

Tempo… Levou a mão ao pulso, buscava seu relógio, precisava sentir os ponteiros, saber as horas, quanto tempo havia passado. Ele não estava ali.

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