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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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A instituição mais importante

Há algumas semanas atrás eu fiz uma sessão “flashback”, republicando textos antigos meus que falam a respeito das mulheres. O primeiro deles a ser republicado justamente falava a sobre a maternidade. Então, hoje, enquanto via o jornal na televisão, qual o tamanho do meu susto quando escuto que uma mulher foi presa na noite passada na zona leste de São Paulo com 16 mil pedras de crack.

O tráfico de drogas não é um problema recente na sociedade mundial, muito menos na brasileira. Durante o período colonial houve uma série de casos registrados de contrabando das mais diversas drogas, principalmente a aguardante (um tipo de cachaça, uma droga lícita, que tanto traz problemas de saúde em nossa sociedade até hoje). Só por essa pequena observação já podemos perceber o quanto o problema é antigo e presente em nossa sociedade. Porém, hoje em dia tais entorpecentes vem atingindo a população de uma forma cada vez mais intensa e, assim como em períodos antigos, muitas pessoas se utilizam da “cegueira” das autoridades responsáveis e buscam atender à filosofia do nosso sistema econômico e se utilizam do vício de outras pessoas para enriquecerem de forma ilícita.

Mas, o problema aqui é ainda mais grave do que simplesmente o tráfico de drogas (que já é um problema seríssimo) e faz com que se ligue ao meu texto anterior. A mulher que estava com  essas 16 MIL pedras de crack (além de morfina, cocaína, maconha e uma arma), para não levantar suspeitas, levava consigo a filha, de um ano de idade. Isso é um caso isolado? Infelizmente não. Casos como esse, não só de mulheres, mas de homens também, fazerem uso de seus filhos para enganar as autoridades é algo recorrente. E nisso tudo, a família, uma instituição importantíssima, vai se esfacelando, perdendo crédito e deixando de fazer aquilo que é mais importante para essa criança de 1 ano de idade que estava com sua mãe: a formação de valores.

Pais e mães são como heróis para seus filhos até uma certa fase de suas vidas. Principalmente durante a infância, os pais são infalíveis, superiores, gênios, corretos em tudo que dizem. É um desafio muito grande como educador quando em sala de aula eu acabo por desmentir algo que o aluno sabia porque seu pais ou sua mãe tinha dito em casa. Ao observar notícias como essa de hoje me pergunto quais as verdades, quais os valores que algumas crianças estão recebendo em suas casas e, principalmente, qual o impacto que essas verdades terão sobre a formação dos adultos que serão essas crianças e da sociedade na qual tais adultos estarão inseridos.

São questionamentos que devemos fazer para tentar encontrar o rumo da família nesse novo contexto, a instituição mais importante dessa nossa sociedade.

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