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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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O natural do homem

Temos vivido, nesses últimos dias, investidas intensas, como nunca imaginamos ser possível. Fomos atingidos em um lugar o qual imaginávamos ser o berço da correção e da atuação perfeita. Porém, com tudo isso, fomos lembrado daquilo que não podemos jamais esquecer.

Por mais que o homem ao longo de sua história tenha formado comunidades, grupos sociais para garantir a sobrevivência da espécia – e tal costume vem desde a pré-História – o homem é, por natureza, um ser individualista. O próprio procurar viver em comunidade é uma demonstração, por mais que possa parecer o contrário, desse individualismo que é inerente ao ser humano. O é, pois o homem só buscou viver em comunidade como forma de garantir a sua sobrevivência, uma vez que necessitava de outras pessoas para que pudesse ser atingida a sua sobrevivência plena em todos os aspectos. Mas, esse individualismo a todo instante aparece, mesmo dentro dos grupos sociais. É a vontade de ter um objeto diferente, ser melhor que o outro, se vestir diferente, usar acessórios que são únicos. Podem pensar, muitos que leem aqui, que isso é natural do ser humano e que não há individualismo algum nisso. Mas, se pararmos para observar muito bem, essa busca pela identidade própria só é uma demonstração discreta (ou não) do quanto o indivíduo é, simplesmente, um indivíduo, que pensa no outro pelo simples fato de que o outro é necessário para a sua existência e que se o mesmo assim não o fosse, com certeza ele não conviveria com ele e “passaria por cima” para poder garantir a sua vontade.

E o que podemos fazer frente a isso tudo que ocorreu e ainda ocorre dentro do centro de uma instituição que até então pensávamos ser inatingível? Confiar em Deus e entregar nas mãos dEle todas as decisões que temos de tomar. Muitos já foram, e outros ainda irão. O baque foi grande ao perceber-se o quão individualista pode ser o homem, inclusive aqueles que se dizem seguidores de uma doutrina tão coletiva quanto o cristianismo. Passar por cima de uma doutrina tão forte quanto a que foi desrespeitada é algo assustador, que muitos ainda estão perdidos frente a isso. Mas não podemos nos deixar abater. O individualismo está presente desde o mito da criação existente em Gênesis. Mas, a necessidade do coletivo também está lá, presente de forma ainda mais forte do que o indivíduo. Temos de nos pautar nas Escrituras para não nos deixarmos levar pela nossa vontade natural de sermos apenas indivíduos que não se preocupam com o próximo. O individualismo não é a base de nossa doutrina, e nunca deverá ser. A nossa base é a união, a coletividade. Essa é a base que está em nossas Escrituras, as quais consideramos Sagradas.

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