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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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A rotina da mudança

Reorganizar, pensar, elaborar, azeitar, encaixar…

A dinamicidade da vida de qualquer ser humano é algo simplesmente impressionante. Fico observando como as coisas se desenvolvem em nosso cotidiano e como as mudanças são constantes, por mais que pensemos que ela não ocorre.

É muito confortável para qualquer um pensar que as mudanças não acontecem. Crer na rotina nos proporciona um conforto imenso que nos é necessário para viver dentro dessa realidade de constantes acertos.

Ao longo dos anos, das centenas de milhares de anos que compreendem a existência humana, o indivíduo desenvolveu uma capacidade camaleônica incrível de se adaptar ao meio no qual ele está inserido, seja por necessidades geográficas, metereológicas, sociais, econômicas, culturais ou psicológicas.

No início de tudo éramos nômades e vivíamos da caça e da coleta. Com o tempo, passamos a observar o meio que estávamos vivendo, de tal forma que desenvolvemos a agropecuária, algo tão presente em nosso cotidiano até os dias de hoje, com uma importância ímpar em nossa sobrevivência. E essa “arte”, tão antiga, sofreu alterações ao longo dos muitos anos de sua existência. Antes rudimentar, com técnicas de plantio simples que levavam ao esgotamento rápido do solo, hoje ela está desenvolvida de tal forma que o solo permanece fértil por dezenas de anos. Antes altamente dependente da natureza para que o plantio fosse irrigado, agora temos sistemas de irrigação complexos, com intervalos automáticos pré-determinados de acordo com a necessidade de cada cultura explorada. Todas essas mudanças foram ocorrendo por um simples motivo: a necessidade de atender a crescente da população mundial.

Tal crescimento se deu devido justamente a essas mudanças ocorridas no fornecimento de alimentos, em conjunto com o processo de sedentarização ocorrido durante o período neolítico, que levou a uma fixação dos grupos humanos em territórios, facilitando a sua sobrevivência e proporcionando, dessa forma, condições para que fosse possível formarem-se as vilas e cidades, criando estruturas melhores elaboradas para defesa populacional e levando a necessidade da formação de estruturas mais complexas de organização social, como governantes determinados e códigos de leis escritos.

Por essa pequena explanação, com alguns equívocos e acertos, podemos observar que a dinamicidade, as mudanças, não são algo novo, muito pelo contrário. Justamente por isso é importante que, como homens inseridos dentro do cotidiano, saibamos lidar com as mudanças. Elas sempre existiram em nossa vivência, e por mais que vivamos uma rotina, as mudanças continuarão existindo, sendo importantes para a nossa vida, para tudo aquilo que temos hoje e teremos sempre.

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Uma resposta

  1. Muito bom o artigo… No entanto a arte rudimentar da agricultura tinha um grande expertiz: o da preservação do solo em todas as suas funções. A agricultura de hoje centrada em uso de venenos e adubos soluveis traz enormes desgates ao solo e ao meio ambiente e a saúde de produtores e consumidores. Estes sistemas de irrigações “complexos” tendem a não respeitar as condições de nosso solo pois em sua “produção tecnologica” não levam em consideração sequer os dados do solos das grandes regiões do país, tendo assim laminas de água sendo dispostas em contradição com a realidade local. Como você citou “com equivocos e acertos” achei o artigo muito bom…. Mas lembre-se historiador precisa conhecer a historia do antes, do depois e do agora da agricultura brasileira que tem duas faces distintas: a do grande proprietário e a do agricultor familiar/camponez.
    São muito distintas e complexas, sobretudo a da agricultura familiar.

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