• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
  • Calendário

    outubro 2017
    S T Q Q S S D
    « maio    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031  
  • Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

    Junte-se a 281 outros seguidores

  • Pessoas!

    • 2,377 pessoas!

Sentido na realidade

Qual o sentido de tudo que se estabelece e se monta a frente das pessoas que dominam essa realidade em que estão inseridos e que mesmo não dominando plenamente dão os motivos para que as coisas sejam como são e sempre moldem a eles mesmos? Uma pergunta sem resposta frente a uma realidade sem sentido que alguns acham repetitiva, rotineira e corriqueira mas que não é nada disso, pois guarda em si, na sua aparente permanência uma complexidade tal que nem temos capacidade de compreender como um todo completamente o que ocorre e se estabelece.

Anúncios

Pensamentos libertos

A produção em escala de uma quantidade grande de textos emitindo opiniões das mais diversas nesses últimos dias que se passaram só demonstra aquilo que para alguns que conhecem é mais do que claro, que a mente está em franca produção, a mil por hora e num ritmo acelerado que mal consigo controlar e tudo que se estabelece é justamente numa velocidade tal que alguns se perdem e outras coisas ficam em segundo plano, mas tudo se dá em um momento verdadeiro de escrita e liberdade, daquela que é tangível a todos, mas quem nem sempre é realmente entendida quando a confundem com algo mais escuso e incorreto.

Das manifestações

Demorei um pouco para emitir as minhas opiniões a respeito das manifestações que vem ocorrendo em nosso país, pois estava esperando para ver a reação da própria sociedade brasileira como um todo frente a isso que está ocorrendo. Mas, agora, sinto a necessidade de falar aqui daquilo que vem tomando conta da mídia nos últimos dias.

Como é bom ver no noticiário algo que realmente importa, e não apenas Copa das Confederações, FIFA, Seleção Brasileira, Neymar e cia. Confesso que estava me preparando para passar um período distante dos noticiários, exatamente para evitar a enxurrada de informações a respeito de futebol. Não que eu seja daqueles que apenas critique, que não saiba de futebol e tem raiva dos que acompanham. Gosto de, na medida do possível, fica atualizado com algumas informações a respeito desse esporte que é tido como a paixão nacional e etc. (tenho um equipe no Cartola e já estou sabendo que o Internacional fechou contrato de risco com Adriano, por exemplo). Mas, o que me incomoda é o excesso de informação sobre isso e eu tinha certeza de que os jornais estariam recheados disso e só falariam nisso. Mas, então, o povo resolveu acordar e isso foi fantástico.

Estamos vendo notícias sobre a Copa das Confederações e a Seleção Brasileira em tudo que é canto? Sem dúvida alguma. Mas, dividindo espaço nos portais de notícia, nos jornais televisivos e etc, está o povo, que resolveu ir a luta pelos seus direitos e acordou, depois de 20 anos, para participar novamente da política nacional e se fazer ser ouvido. Desde o movimento dos Caras Pintadas que não víamos uma manifestação tão engajada, tão organizada e com tanto espaço na televisão e nos jornais impressos. Para ajudar, as manifestações atuais são ligadas ao seu contexto e tudo aparece de imediato nas redes sociais (Facebook e Twitter). Impressionante a velocidade de informação. E isso faz as coisas tomarem proporções épicas e mostra o evento como ele é. Não preciso nem ressaltar, pois todos já entenderam, que esse movimento todo que está acontecendo em nível nacional (ontem mais de 250 mil pessoas foram às ruas em todo o país em diversas capitais) não é apenas por causa do aumento na passagem de ônibus. É um movimento muito mais complexo, cheio de nuances e interesses.

Mas, algumas coisas estão me deixando apreensivo frente ao posicionamento de alguns setores da sociedade em relação ao movimento e o principal é a posição de alguns em defender uma intervenção dos militares no Brasil, pregando que os mesmos são os defensores da democracia e que precisam tomar a frente do governo brasileiro. ISSO É ASSUSTADOR! Há não tanto tempo atrás vivemos uma realidade de intensa repressão, perseguição e torturas em nosso país. Esse período é conhecido como Ditadura Militar, e durou de 64 a 85. Muitas pessoas que desapareceram nesse período ainda não retornaram para suas casas e muitas famílias ainda sofrem com o trauma da ditadura. E então somos obrigados a ver pessoas defendendo um retorno disso? Sim, somos! É a liberdade de expressão, a liberdade de opinião, que não tínhamos na época em que os militares comandavam o nosso país, pela qual lutamos durante anos e temos hoje em dia e toda a sociedade a tem, inclusive os defensores do retorno dessa atrocidade.

O que devemos ter consciência plena é do seguinte: o direito democrático não deve ser desrespeitado nunca. Somos uma democracia de direito e devemos fazer uso disso. O movimento é justo e necessário. Alguns podem falar que ele é oportunista, por estar ocorrendo durante a Copa das Confederações, e realmente é, no bom sentido da palavra. É agora que todos estão voltados para o que está efetivamente ocorrendo aqui. É agora que precisamos mostrar para o mundo que nós brasileiros cansamos do descaso do poder público com o povo, com o cidadão dessa nação. Vamos sim às ruas, lutar por aquilo que é nosso direito.

QUE VENHAM MAIS MANIFESTAÇÕES!

Criatura

Quando se faz justa e direta, correta e exata, a vida de cada um, que se vai e que fica, na transitoriedade do irremediável ir e vir, contraditório à rotina que se repete em constante voltar. Mas, apenas sendo, seja em periódico ou não, seja com data ou não, seja humana, uma criatura que deveria pensar, mas que muitas vezes não o faz, e assim erra, não só quando deixa de pensar, e pensa e acerta, seja em conserto ou concerto, mas de certo corrige e assim cria um novo, diferente daquilo que de antes.

Medida da Felicidade

Escuto e leio com um receio tão grande a uma geração que prega que nada deve ser levado a sério. Concordo que algumas pessoas tem o costume de levarem tudo a sério demais e acabarem exagerando na dose. Porém, não seria a vida, a sociedade, algo a ser levado a sério na maior parte de seus momentos?

Sempre houve um grupo grande em toda a história, que tinha o discurso de que a vida não deve ser levada de maneira séria, de que mais importa o dia de hoje do que pensar no amanhã e etc. O famoso "carpe diem", sussurrado por Robin Williams nos ouvidos de seus alunos é algo que sempre povoou o imaginário de todos. Pois, realmente, viver intensamente o hoje, sem se preocupar com as implicações que isso pode vir a ter em um futuro é algo lindo de se pensar, mas não se encaixa em uma sociedade como a nossa, não se encaixa em nossa vida cotidiana.

Para alcançarmos objetos, o planejamento é mais do que necessário. Devemos sim nos preocuparmos com aquilo que ainda está para vir, pois esse "estar para vir" pode se tornar algo mais presente no restante de nossa existência, e até algo mais necessário. Temos de nos preparar para tudo aquilo que pode vir a acontecer conosco. Viver um dia de cada vez, vivendo o hoje pensando já no amanhã é algo que precisa ser constante em nossa vida.

Obviamente, não podemos com isso pensar que não podemos buscar um prazer momentâneo devido ao amanhã. O prazer imediato é algo que deve ser buscado sim, algumas vezes. Mas, o imediato não pode anular o vindouro, e por isso planejar é necessário. Precisamos algumas vezes quase que fazer um exercício de adivinhação de como pode vir a ser o nosso dia seguinte, para que dessa forma não sejamos pegos de surpresa, numa situação que nos deixe de calças curtas. É a medida da felicidade, tão propalada pelo filósofo, e tão complexa de ser atingida, pois o equilíbrio é um desafio dos grandes.

Quem tem ouvido, ouça…

Como podemos observar tudo aqui que se coloca a nossa frente, enxergando de modo claro, mais forte que a luz, e simplesmente não vermos o que se encontra diante de nós. Simplesmente passou-se despercebido e agora tudo vem à tona, em um turbilhão de informações, em meio a tudo e a todos. Fomos pensados a crer em algo que não era, em pensar que era verdade aquilo que se mostra uma mentira. Não o todo, diga-se de forma bem clara! Muito do que se viveu e até do que se vive é verdadeiro, é certo. Mas, outras coisas agora estão claras, que não cabem mais, que não são aquilo que fomos levados a crer ser. E como uma cortina que se abre, tudo se esclarece e o ambiente que estava turvo, escuro, agora se ilumina, com uma luz tão forte, tão intensa, que incomoda alguns, mas que aos poucos mostra para todos, que aquilo que era não se é mais plenamente e que uma atitude deve ser tomada, para que tudo se restabeleça, para que os discursos voltem a ter sentido, para que a mensagem possa chegar a todos.

Marionetes

A curiosidade das coisas que se estabelecem em nossas vidas e ganham uma importância tamanha que nos fazem pensar não ser possível viver sem elas. Mas, vivíamos até alguns anos (ou meses) atrás. Mas, agora, nos dominam, nos fazem seus escravos, seus fantoches. Somos verdadeiras marionetes desse mundo que fazemos parte hoje em dia. Controlados por fios invisíveis e levados a pensar que a liberdade existe e que é alcançável, presente a todo instante em nosso dia-a-dia. Mas, na verdade, que liberdade é essa? Qual o conceito de liberdade?