• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Pensando em meio a tantos…

Tem alguns dias que você acorda, simplesmente acorda, pensando em várias coisas ao mesmo tempo, como se nada fizesse sentido, e ao mesmo tempo tudo fizesse. A confusão domina a mente em uma profusão de assuntos e de coisas a se fazer que simplesmente nos perdemos em meio ao relógio de nossas necessidades entrando em conflito com o relógio de nosso dia. E o dia se torna curto, enquanto nossas necessidades se permanecem longas, e pelo dia ser curto elas vão se acumulando e aumentando, o que leva muitas pessoas a entrarem em desespero, entregarem-se ao stress, deixarem levar pelo nervosismo, e entrarem em parafuso. Essa necessidade louca de se fazer muito em pouco é algo que vem de tempos, lá do século XIX, no mundo pós-industrial, pós-moderno, que empurra o homem a querer mais, incentivado pelo capitalismo, que nesse sentido torna-se vilão da sociedade e ficamos desorientados pensando e pensando no que podemos fazer em tão pouco tempo dentro das nossas necessidades e vontades. E aí o problema começa a se tornar ainda maior, porque entra nessa equação louca de nossa vivência as vontades, que são inerentes ao ser humano, que vem desde sempre e norteia a nossa vida, inevitavelmente. Então prioridades devem ser feitas, pensar-se no que é importante, no que é inadivável, no que trará maior satisfação para cada um de nós. E, nesse princípio de ano, é o momento certo de fazermos isso, de colocarmos prioridades em nossa vida, em nosso cotidiano.

Priorize, para poder viver.

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O princípio do início

Começa,
Inicia-se,
Mais 12,
Mais 365,
Como aquele que se findou,

Com grandes expectativas,
Esperanças imensas,
De muitas mudanças,
Com uma vida,
Completamente,
Diferente para se viver.

Caminharemos,
Buscaremos,
Permaneceremos,
Provaremos,
Mas,
Tudo isso,
Apenas porque,
Temos Ele como nosso único mestre,
Que nos permite,
Que nos concede,
A dádiva de viver,
De forma bela,
Intensa,
Num livre-arbítrio perigoso,
E,
Ao mesmo tempo,
Maravilhoso,
Somos falhos,
Somos mancos,
Mas Ele nos permite,
Que digamos:
“Somos teus filhos”.

E,
Justamente por isso,
Fiz questão de abrir o ano dizendo,
Agradeço a Ti Senhor,
Pela sua misericórdia,
Em me conceder mais essa oportunidade,
De estar nessa caminhada,
De estar nessa jornada,
Pois, ó Pai,
Que tudo que tenho,
Que tudo que sou,
Só o tenho,
Só o sou,
Pois o Senhor permite,
O Senhor concede,
Em sua infinita misericórida,
Para comigo, pecador.

Tenho certeza de que esse ano será maravilhoso para mimi. Como disse, mudanças ocorrerão em minha vida e muito aprenderei nesse 2011 que agora se inicia. Tudo isso, pela misericórdia e graça do Senhor, nosso Salvador.

O fim… finda…

E finalmente chegamos ao fim.

Um ano um tanto confuso, de muita correria e mudanças. Conquistas foram grandes, bençãos foram enormes e, próximo dos fim, o antigo “eu” foi-se, e um novo nasceu, com mudanças e permanências, mas preparado para novas experiências cada vez mais maravilhosas e únicas em meu viver.

Mas, esse ano não foi de mudanças apenas no pessoal, longe disso. Como bem escreveu Danilo Barcelos Corrêa, em seu blog (Desde que o samba é samba), 2010 foi marcado pela queda das máscaras de nossa sociedade.  O Brasil, que vive uma pseudo-democracia, mostrou sua verdadeira face, altamente preconceituosa, derespeitosa e insana. Invasões policiais, fascismo sendo aplaudido, atentado contra cidadãos por suas escolhas sexuais e por aí vai. Motivos para tais absurdos? Podemos encontrar vários… Mas será que eles realmente justificam? Ou melhor: será que há justificativa para isso tudo, ou tais atos são apenas fruto da insanidade humana, da necessidade ridícula e inexplicável do ser humano de julgar o outro e de achar que apenas ele está correto em suas ações e escolhas? São questionamentos que devem ser feitos e permear o nosso pensamento nesse findar de 2010 e no alvorecer de 2011.