• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Buscando caminhos

Que foco devemos tomar?
Quais assuntos a abordar?
Há uma imensidão de possibilidades,
De modo que nos perdermos,
Desorientados em meio a tudo que se mostra
Que se estabelece para nós.

Devemos buscar uma direção,
Um caminho único para trilharmos,
Caminho que só nós podemos escolher,
No livre-arbítrio que nos é permitido,
Desde a existência primordial,
Que Ele nos proporcionou.

Busca

De forma intensa,
Procura-se sempre algo,
Que não seja pouco,
Nem demais,

Busca-se o suficiente,
A medida correta,
A da felicidade,
Que o filósofo falou.

Tanto conseguiu…

Tanto se falou,
Tanto buscou,
Tanto se entendeu,
Tanto tentou…

Mas, de tantos,
Em busca de outros,
Simplesmente desistiu,
E mudou,

Passou a buscar,
Insistir,
Caminhar,

Agora consegue,
Não apenas tenta,
Não ficou apenas no tanto…

Tempestade…

Lentamente encontramos o ponto ideal, no qual conseguiremos uma tranquilidade, um equilíbrio entre diversos, sejam quais forem. Agora, até lá…

Viveremos períodos inconstantes, cheios de reviravoltas, nos quais ocorrerão coisas que não podemos sequer imaginar, onde perderemos a noção do espaço, do momento, do tempo. Períodos nos quais o homem nos mostrará aquele que ele realmente é, e ficaremos desnorteados, como se tivéssemos pulado de um carrossel girando em alta velocidade. Ficaremos machucados, tontos, sem senso de direção. E quando tudo isso tiver atingido sua potência máxima, olharemos um para o outro, no meio da rua, para conhecidos e desconhecidos, e perguntaremos:

O que faremos agora?

Originalidade contraditória

O que vamos fazer, a quem vamos seguir, quem seremos nós?
Pessoas como outras quaisquer, em um mundo que no fundo, valoriza a individualidade e a unicidade.
Mas, como podemos ser únicos, como ser individualista?
Dependemos um dos outros, vivemos em sociedade, numa comunidade.
Ou assim deveríamos viver.

Mas alguns de nós assim não vive.
Busca realmente, apenas aquilo que lhe convém, sem se preocupar com outro e, muitas vezes, nem com ele próprio.
Em um individualismo tão exacerbado que chega ao cúmulo da auto-negação.
E, por mais contraditório que isso possa vir a ser.
O que acabamos por perceber, por notar, por sentir, é isso.
O indivíduo negando a ele próprio, a sua natureza comunitária, para viver um sonho que nem é dele, mas de um meio do qual ele faz parte.
Adotando, aderindo, comprando um discurso montado. E, mais uma vez voltamos ao contraditório

Pois, aderindo a tal discurso, que está no meio que ele vive, em busca de uma individualidade, que o faz negar o fator comunitário de sua natureza, lhe faz buscar cumprir um discurso que muitos buscam cumprir, e mais uma vez temos uma ação comunitária, uma busca de todos por sua originalidade.

O sublime…

O que nos resta num mundo como esse do qual fazemos parte?

Vivemos intensamente tudo que encontra-se a nossa volta, num carpe diem que deixaria o personagem de Robin Willians em “Sociedade dos Poetas Mortos” mais do que orgulhoso. É como se o mundo fosse acabar amanhã (e até tentaram acabar com ele poucos dias atrás, novamente, ao anunciarem na rádio estadunidense, que o arrebatamento viria no dia 21/05).

Essa necessidade de que tudo chegue ao seu fim me faz pensar se as pessoas estão se colocando a aproveitar devidamente o seu viver. Não de forma impensada, de forma insana, numa correria, numa busca desenfreada pelo prazer, porque isso já observamos que muitas estão fazendo. Quando digo em aproveitar, estou falando de uma forma consciente. Buscando satisfazer um prazer muito maior do que o meramente momentâneo. Satisfazendo algo muito maior, muito mais puro e sublime. Um prazer sem medidas, que muitos pensam que encontram, mas que nunca experimentaram.

E, justamente por nunca experimentarem, é que tal prazer tem de ser buscado não apenas de forma sentimental, mas também de forma racional, com todo o cuidado que lhe é devido.

Busquemos então aquilo que ainda não encontramos. Busquemos de maneira consciente, de olhos bem abertos frente a tudo que está a nossa volta, e tenhamos a certeza, de que quando encontrarmos tal prazer, estejamos preparados, pois esse sim será apenas uma única vez, e será tão intenso, que nunca mais teremos a capacidade de atingí-lo novamente, e ficaremos a nos perguntar se vale a pena continuar aqui. E, racionalmente e emocionalmente tenha certeza, sim, vale a pena, pois vivos teremos sempre a lembrança do quão sublime e especial foi tal experiência.

Busquemos…

Busquemos sentido,
Em tudo que façamos,
Em tudo que temos,
Em tudo que somos,
Em tudo que desejamos.

Mas,
Apenas busquemos,
Sem se preocupar se realmente alcançaremos,
Se realmente conseguiremos,
Mas,
Nem por isso,
Deixemos de lado,
Essa vontade insessante,
Essa necessidade,
De buscar…