• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Caminho em 2012

Um ano começou ontem, em pleno domingo, melhor dia impossível para começar… Tudo começou em um ritmo lento, como sempre é o domingo. Acordar as 10 horas da manhã, tomar café da manhã as 11 horas, com minha esposa linda, meu sogro e sogra, cunhada e o namorado. Depois, buscar amigos em casa para passarem a tarde conosco. Almoço as 15:00, depois jogar conversa fora até as 17:00, tirar um cochilo de meia hora, ir para a igreja, voltar para casa, assistir o Fantástico.

Foi um fim de ano maravilhoso, e um início melhor ainda. Meu primeiro ano novo como um homem casado. Um detalhe que muda tudo dentro do contexto, do cotidiano, da organização de todo o evento.

2011 foi um ano maravilhoso para mim. Recebi muitas bençãos, tive muitas experiências. Cresci. Perdi um parente querido, meu avô Germano, que agora observa a tudo que acontece em nossas vidas de camarote. Mas, casei-me também. E como a vida de casado é diferente da vida de solteiro. São experiências novas, mudanças no cotidiano que alteram tudo em nosso viver, na nossa forma de pensa e agir. Requer muito amadurecimento, posicionamentos, negações e etc.

E 2012 também demonstra que será um ano de muitas bençãos e experiências novas. Mudança de seguimento no meu local de trabalho, aumento de carga horária, a experiência de trabalhar três turnos em dois dias da semana, estudos e preparação para a prova do mestrado, funções a serem desempenhadas na igreja. São coisas grandes, que tornaram tudo corrido. Mas, darei conta desse recado, principalmente porque agora não sou apenas eu. Somos dois, na verdade três. Além de mim, tenho minha esposa, que me auxilia, ajuda a dar conta de todo o recado, de conseguir fazer tudo que é necessário. Ela me escuta, dá conselhos, enxerga aquilo que não consigo ver e, pacientemente, me mostra alguns caminhos que preciso trilhar. E, acima dela, acima de tudo, tenho a Deus, que me guia, que me direciona e que nesse ano quero ainda mais entregar a minha vida nas mãos dEle, para que eu possa ser aquilo que Ele espera de mim como servo.

2012 será um ano de grandes conquistas para todos nós!!!

FELIZ ANO NOVO!!!

Pensar no caminho…

Tem-se caminhado em que direção?

Não se sabe ao certo qual caminho escolher, apenas é notório que alguns caminhos são fáceis, outros difíceis, outros medianos. Agora, como escolher? Isso depende de cada um. É o livre-arbítrio, direito inalienável do homem desde quando o mesmo adquiriu consciência de que ele é um ser pensante e passou a tomar decisões próprias para sua vida.

Tomei a minha. Ando em busca do incerto, com consequências das mais diversas. As vezes me dou bem, outras nem tanto, mas apenas busco e sei (ou quero acreditar) que atingirei o resultado que espero para mim. Que resultado é esse? Não deve perguntar a mim, mas às pessoas que estão envolvidas com a minha vida, que estão no meu caminhar nesse mundo, que foram influenciadas por mim. O que sei é que cheguei em um lugar, um posto.

Sou responsável pela vida de centenas de milhares de pessoas, envolvidas nessa brincadeira, assim como eu prefiro chamar. Alguns não sabem ao certo porque estão envolvidas nisso, e outras nem noção tem de que fazem parte de algo que ainda está para se construir e provar o porque da sua necessidade e existência.

Estou apenas olhando e anotando. O caderno, cheio de observações. Comportamentos, falas, ações, atitudes, pensamentos. O ambiente é grande, e a observação é constante. Não estou sozinho no meio disso tudo, não observo solitariamente. Seria impossível, desumano, e prezo pela humanidade, mesmo…

Mas, o questionamento primeiro se faz e deve ser repetido. A dúvida que paira no ar, e que não pode deixar de ser constante em minha vida e na de todos os envolvidos. O rumo parece ser perdido, como num labirinto imenso, cheio de entradas e saídas, e o caminho muitas vezes parece sumir de nossas vidas, e nos perdemos. E, então, devemos encontrar, mais uma vez, o caminho…

Caminhos…

Era tudo o que ela via.

Estava ali há alguns meses, ainda reconhecendo o lugar no qual havia chegado e tentando entender tudo que ocorrera com ela. Lembrava-se vagamente a última vez que tinha verificado seus instrumentos. Os dados eram exatos, deveria ter chegado em um local povoado e com condições de sobrevivência.

“Areia para tudo que é lado é bem distante de sobrevivência”.

 Já sabia algumas características. Muito calor durante o dia, muito frio a noite. Tempestades de areia quase toda semana, pelo menos duas vezes. E eram terríveis. Lembrava-se da primeira vez, quando fora pega de surpresa. Sua roupa chegou a se rasgar e o vidro de seu capacete ficou trincado. Foi assim que descobriu que poderia respirar naquela ambiente que lhe parecia inóspito.

Não parecia haver chuva, pelo menos não naquele lugar. Mas, pelo que observara, ao longe, tinha visto se formar nuvens típicas da chuva. E ainda teve um dia em que teve certeza, o ar estava úmido (mas pensou ser alucinação).

Mas, naquele dia, olhava sem entender direito. Havia uma pequena mudança na paisagem, a areia não estava perfeita, um pequeno caminho, como que feito por um animal, existia naquele deserto.

“Civilização, sociedade, pessoas?”. Não pode ter certeza, estava apagada.

Caminho de negação

Mudanças são processos longos, muitas vezes dolorosos, que nos fazem pensar em tudo que deixamos, ou deixaremos (caso ainda não tenhamos abandonado por completo) para trás. Não é fácil, sem dúvida alguma. Se desvincular de coisas que até então faziam parte de ti, de seu viver, que o caracterizavam, não é simples como mudar de roupa, vestir outra calça ou camisa. É algo muito mais profundo, que pode vir a trazer consequências que muitos não concordarão e, por vezes, inclusive, poderão até vir a abandoná-lo. Mas, o é necessário.

No final do ano passado, ganhei de presente de aniversário uma benção maravilhosa, e lá iniciou-se um processo, que ainda está em andamento, e sempre estará. O passo mais importante desse processo já foi dado por mim, anos e anos atrás. Imaginei que com o passo que dei no final do ano passado, a caminhada estaria completa e seria apenas continuar nela, mas vi, ontem, o quanto estava equivocado ao pensar dessa forma. A caminhada realmente é constante, a entrega realmente é permanente, e o negar-se a si mesmo é mais do que necessário para que possamos trilhar o caminho que nos é reservado. Não é fácil, longe disso. É deveras difícil. Mas, busco forças sempre para continuar essa caminhada e a continuarei, pois tenho fé que essa caminhada me trará frutos maravilhosos, ainda mais belos dos que os que colho hoje em dia.

Livre arbítrio

Encontrei esse texto abaixo, perdido no meio de antigos textos aqui, do antigo blog… Algo para pensarmos…

Sabe… nunca podemos nos dar a chance de desistir das coisas… Nunca podemos deixar que o desânimo, que o mal humor, que a falta de vontade nos domine e impeça que continuemos em nossa caminhada rumo ao que é de melhor para nós… Sei que muitas vezes não é fácil, que muitas vezes olhamos para o horizonte e vemos nossos objetivos, mesmo que estejamos caminhando, parecerem mais e mais distantes, ao invés de se aproximarem de nós… Sei que muitas vezes os impencilhos que se colocam em nossa caminhada são grandes, enormes… Sei que muitas vezes aparecem pessoas que só servem para nos desanimar e nos colocar para baixo… Sei que muitas vezes… Nossa… É tanto coisa que as vezes surge para nos impedir de buscar a nossa própria felicidade que eu até me perco aqui tentando colocá-las nesse texto… Mas, uma coisa eu sei… Existe sempre um Alguém que quer a nossa felicidade, que quer que alcancemos aquele ponto distante no horizonte, aquela luz intensa de alegria e amor… Esse Alguém é Aquele em que devemos sempre acreditar… É Aquele O qual nunca devemos duvidar de Sua existência… Sim sim… É Dele mesmo que falo… De Deus, que sempre quer o nosso bem, que sempre está olhando por nós em toda a nossa caminhada nessa vida com a qual Ele nos presenteou…

E, sinceramente, acho que é isso que falta para muitos de nós… Falta-nos essa consciência de que a vida é um presente, um dom que Deus nos deu e disse apenas: “Desça, ame ao seu próximo como a si mesmo, e seja feliz!” Não sei se foi realmente isso que Ele me disse antes de eu vir pra cá, mas aposto que foi mais ou menos por aí… Ele é nosso Pai… Você já viu algum pai que quer o pior para seu filho? Sinceramente, eu nunca vi isso… Deus nos ama, se não Ele não nos teria dado o maior de todos os dons, a vida e o livre arbítrio… Quer prova maior de amor do que presentear alguém com o livre arbítrio? Aquele que ama, não pensa em controlar a vida alheia… Aquele que ama quer sempre dar condições para que a pessoa querida possa caminhar com suas próprias pernas e possa encontrar seu destino, seu próprio caminho em busca da luz no horizonte… E Deus faz isso conosco… Ele nos ensina, nos mostra como devemos caminhar, mas nos dá liberdade para escolhermos os caminhos, pois Ele quer que aprendamos com nós mesmos, quer que tenhamos a sensação de que nossas vitórias chegaram em nossas mãos por nossos próprios méritos… E isso é verdade… Só conseguimos algo se realmente o quisermos… Deus, nosso Pai, nos ajuda em nossa caminhada, nos dá a força para continuemos a andar… Mas, quem chega lá no horizonte somos nós, e pelo livre arbítrio nós escolhemos como chegar e se vamos ou não chegar no “paraíso” que está reservado para nós…

Nunca deixemos de agradecer a Deus por esse presente incrível que Ele nos deu… A vida, o livre arbítrio…