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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Pensando em meio a tantos…

Tem alguns dias que você acorda, simplesmente acorda, pensando em várias coisas ao mesmo tempo, como se nada fizesse sentido, e ao mesmo tempo tudo fizesse. A confusão domina a mente em uma profusão de assuntos e de coisas a se fazer que simplesmente nos perdemos em meio ao relógio de nossas necessidades entrando em conflito com o relógio de nosso dia. E o dia se torna curto, enquanto nossas necessidades se permanecem longas, e pelo dia ser curto elas vão se acumulando e aumentando, o que leva muitas pessoas a entrarem em desespero, entregarem-se ao stress, deixarem levar pelo nervosismo, e entrarem em parafuso. Essa necessidade louca de se fazer muito em pouco é algo que vem de tempos, lá do século XIX, no mundo pós-industrial, pós-moderno, que empurra o homem a querer mais, incentivado pelo capitalismo, que nesse sentido torna-se vilão da sociedade e ficamos desorientados pensando e pensando no que podemos fazer em tão pouco tempo dentro das nossas necessidades e vontades. E aí o problema começa a se tornar ainda maior, porque entra nessa equação louca de nossa vivência as vontades, que são inerentes ao ser humano, que vem desde sempre e norteia a nossa vida, inevitavelmente. Então prioridades devem ser feitas, pensar-se no que é importante, no que é inadivável, no que trará maior satisfação para cada um de nós. E, nesse princípio de ano, é o momento certo de fazermos isso, de colocarmos prioridades em nossa vida, em nosso cotidiano.

Priorize, para poder viver.

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Capitalismo e Música – Escolhas

Li um texto interessante que um amigo me enviou agora há pouco por email. O tal texto fala a respeito da música e da TV e como essa segunda vem empurrando para cima de seus espectadores bandas e cantores de qualidade completamente discutível. Isso é um fato, infelizmente. Hoje temos uma valorização da idiotia quando o assunto é a música. Duplas sertanejas, bandas de emo-rock entre várias outras “coisas” que fico me perguntando por onde anda a verdadeira música brasileira.

Não tem como não ser saudosista com uma fase musical tão ruim quanto a nossa atual. Restart, Sine (é assim que se escreve, ou é Cine? Confesso que não tive a mínima curiosidade de pesquisar.), Luan Santana. Isso para citar só três casos emblemáticos de músicas de “baixo nível” que vem poluindo a nossa televisão. Mas, o que é a televisão do que um veículo máximo do capitalismo. Ela é regida pela regra básica do capitalismo, que é o que rege nossas vidas, inclusive. A TV vive daquilo que vende. E, quando falamos em vender, para TV estamos falando em audiência. Se não vende, se não dá audiência, ela vai procurar alguém que faça isso por ela. Mas, então, aí, vocês podem começar a pensar: Lá vem mais um chato comunista que fica botando a culpa de tudo no capitalismo! Muito pelo contrário. Não sou comunista, nunca fui, nem tenho vontade de ser. Gosto do capitalismo como ele é, com suas inúmeras falhas e suas poucas qualidades, devido ao seu caráter democrático (ou pseudo-democrático?). Ele nos dá possibilidade de escolha (ou, nos faz acreditar que escolhemos), e por essa característica básica do capitalismo eu posso simplesmente mudar de canal ou desligar a TV (o que vem se mostrando muito sensato há anos) e ligar meu computador e colocar um bom rock para escutar (seja um antigo, como Beatles, The Kinks, Queen ou Pink Floyd, até mais novos como The Killers ou Arcade Fire).

Então, ao invés de ficarmos reclamando que a música de hoje em dia não é tão boa quanto a de antigamente. Ao invés de ficarmos saudosistas falando que na década de 60 tínhamos festivais e por aí vai (e isso é uma verdade, e dá saudade mesmo), vamos celebrar a democracia (pseudo?)  atual e simplesmente desligar a TV, mudar a estação de rádio, ou pegar e colocar um CD (ou MP3) com as músicas que mais gostamos e sermos felizes na sociedade do capital, a qual vivemos.