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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Mulheres que tem filhos e mães

Mulheres que tem filhos e mães

É simplesmente incrível, pelo menos eu acho, ver uma mãe de verdade. Admiro e muito aquela mulher que é mãe mesmo. Não estou falando simplesmente de uma mulher que tem filhos. Não mesmo. Há uma grande diferença, mesmo que não pareça, entre a mulher que tem filhos e aquela mulher que é mãe. Uma diferença sutil, mas que para a criança é uma diferença enorme.

Uma mulher que tem filhos é muito simples de você identificar. É só prestar atenção. A mulher que tem filhos é aquela que trata seus filhos, suas crianças, como se elas fossem um estorvo, como se elas fossem um atraso na vida delas. A mulher que tem filhos fica feliz quando deixa a criança na escola e passa pelo portão da escola com um sorriso de alívio, pois ficará algumas horas sem ter de cuidar de seu rebento. Uma mulher que tem filhos não hesita em aceitar um convite para sair, mesmo não tendo, naquele momento, com quem deixar seu filho. Não, ela não hesita. Ela aceita o convite e logo em seguida liga pra primeira conhecida, mesmo que seja aquela vizinha com a qual ela mal troca bom dia, pra pedir que fique com a criança, mentindo e dizendo que tem um compromisso inadiável de última hora. Aí ela sai, enche a cara, chega tarde em casa e nem se dignifica em olhar no quarto da criança pra ver como ela está dormindo. Uma mulher que tem filhos leva qualquer homem para a casa dela e nem se preocupa com o fato de que o trânsito de diferentes seres masculinos na casa dela podem trazer algum trauma ou algum desconforto para a criança. A mulher que tem filhos não se preocupa em educar sua criança. Acha que toda e qualquer educação quem dá é a escola e trata o filho como se fosse um bichinho de estimação (e ainda há aquelas que tratam melhor o cachorro e o gatinho).

Já as mulheres que são mães estão em um outro patamar. As mulheres que são mães são seres superiores, serem inigualáveis. São mulheres fortíssimas, que tem o poder de transpor toda e qualquer barreira para que a felicidade de seus filhos seja alcançada. As mulheres que são mães educam seus filhos e filhas de verdade. Não deixam que estranhos quaisquer cuidem de suas crianças. Não hesitam em recusar um convite para sair, pois afinal de contas elas tem de cuidar de seus filhos em primeiro lugar. Elas vivem em função de seus filhos. Elas amam muito mais os filhos do que a elas mesmas. As mulheres que são mães tem um brilho no olhar, uma suavidade na voz, um jeito diferente até de escrever quando estão falando de seus filhos e até quando estão falando de coisas que não tem nada a ver com suas crianças. Elas tem uma maturidade belíssima. São mulheres que exalam beleza, que brilham por natureza. São mulheres fortes, são mulheres únicas.

Admiro as mulheres que são mães, pois elas sim são as mulheres mais incríveis e interessantes que existem no mundo. São mulheres de verdade. São mulheres que me chamam a atenção, mais que qualquer garotinha linda e fruto de academia que exista por aí. Elas tem conteúdo, tem vida, tem bagagem. São belas no sentido mais bonito da palavra, são belas por dentro, belas em sua cabeça, belas em seu conhecimento, belas em seu coração.

Texto publicado originalmente em 08/07/2008

Para pensar com carinho…

Tenho observado com carinho, ultimamente, o trânsito. Passo uma pequena parte do meu dia no volante do meu carro, no trânsito urbano. Não é grande coisa, cerca de 200 quilômetros por semana, as vezes um pouco mais. Mas, esse pouco já me colocou para pensar, principalmente nesses últimos dias, no que vem acontecendo com a sociedade. O ato de dirigir nas cidades é uma grande demonstração de como o indivíduo se comporta e se importa com a convivência social. São poucos os momentos em que o indivíduo tem de se preocupar tanto com a coletividade como quando está dirigindo.

O ato de dirigir não é simplesmente colocar a chave na ignição, girá-la, pisar na embreagem, engatar a primeira marcha e sair com o carro. Dirigir é algo bem mais que apenas isso. Uma pessoa para pegar no volante e sair com seu carro tem de ter um senso de responsabilidade tremendamente grande. O carro é uma “arma” capaz de matar um grupo grande de pessoas e, justamente por isso, um sentimento de coletividade deve estar presente na mente de qualquer pessoa que dirija no trânsito infernal (ou não) que temos nas cidades brasileiras. Mas, infelizmente, não é o que venho observando… Vejo motoristas que pouco se importam com os outros carros que estão ao seu lado, com os pedestres que estão próximos às ruas, com ciclistas e outros que fazem parte do trânsito…

E, aí, me pergunto: Essa não preocupação com o coletivo no trânsito pode ser o demonstrador de algo mais em nossa convivência social? Posso estar exagerando? ALguns podem pensar que sim, mas… Não sei, é algo que devemos, pelo menos, pensar com carinho…