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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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“A serbian film”

Há algum tempo eu venho acompanhando a retomada da censura no país. Até então tal censura estava vindo de forma velada. Os próprios indivíduos estavam agindo de forma reacionária, se colocando contrários a produções televisivas e fazendo emissoras atenuarem suas temáticas (como foi feito na telenovela “Amor e Revolução”) ou até tirá-las do ar (como o que ocorreu com o seriado norte-americano “Lonestar”). Mas, o que vem a ocorrer agora é algo muito mais grave e que nos faz pensar nos tempos da ditadura, na qual havia um órgão censor estatal que agia muitas vezes e limitava a liberdade de expressão nas manifestações artísticas em solo brasileiro.

Há cerca de duas semanas a película “A Serbian Film” foi proibida de ser exibida e teve o processo avaliativa de classificação indicativa suspenso. Motivo: incentivo à pedofilia e necrofilia. Sem dúvida alguma, tais atos são repugnantes e completamente reprováveis dentro da vivência social contemporânea. Porém, a justiça brasileira esquece-se do fato de que os indivíduos são seres pensantes e com direito a liberdade de escolha e que não necessitam de ser limitados ao extremo em seu acesso às obras de arte ou quaisquer outras manifestações possíveis. Independente de quaisquer motivos, a proibição de exibição de uma obra artística, qualquer que seja ela, é um atentado a um direito inalienável do homem, a liberdade.

Para aqueles que quiserem mais detalhes a respeito dessa atrocidade, indico como leitura um texto no blog do crítico de cinema Pablo Villaça – Um filme sérvio e os ditadores do bom gosto.

Censura e medo

Fico impressionado como somos levados a ter medo. É uma cultura do pânico, que acaba por nos tolher. Vejo algumas pessoas e como elas tem medo de falar o que pensam, o que acham das coisas, do contexto no qual estão inseridos e por aí vai.

Realmente, existem vezes que essa auto-censura pode ser importante. É ela que nos impede de dizermos algo que pode vir a ser usado contra nós mesmos. É importante, pois nos impede de magoar alguém que nos é querido, e coisa e tal. Agora, não dá pra entender o silêncio puro e simples, sem motivo algum, pelo simples medo mesmo.

Me parece aquele silêncio do menino que é apaixonado pela garota com a qual ele conversa o tempo inteiro, que todo mundo nota e já percebeu a paixão, e até a menina percebeu, mas pelo medo (de ser feliz) ele não toma uma atitude mais forte a esse respeito.

Mas é isso, um puro medo…