• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Para pensar com carinho…

Tenho observado com carinho, ultimamente, o trânsito. Passo uma pequena parte do meu dia no volante do meu carro, no trânsito urbano. Não é grande coisa, cerca de 200 quilômetros por semana, as vezes um pouco mais. Mas, esse pouco já me colocou para pensar, principalmente nesses últimos dias, no que vem acontecendo com a sociedade. O ato de dirigir nas cidades é uma grande demonstração de como o indivíduo se comporta e se importa com a convivência social. São poucos os momentos em que o indivíduo tem de se preocupar tanto com a coletividade como quando está dirigindo.

O ato de dirigir não é simplesmente colocar a chave na ignição, girá-la, pisar na embreagem, engatar a primeira marcha e sair com o carro. Dirigir é algo bem mais que apenas isso. Uma pessoa para pegar no volante e sair com seu carro tem de ter um senso de responsabilidade tremendamente grande. O carro é uma “arma” capaz de matar um grupo grande de pessoas e, justamente por isso, um sentimento de coletividade deve estar presente na mente de qualquer pessoa que dirija no trânsito infernal (ou não) que temos nas cidades brasileiras. Mas, infelizmente, não é o que venho observando… Vejo motoristas que pouco se importam com os outros carros que estão ao seu lado, com os pedestres que estão próximos às ruas, com ciclistas e outros que fazem parte do trânsito…

E, aí, me pergunto: Essa não preocupação com o coletivo no trânsito pode ser o demonstrador de algo mais em nossa convivência social? Posso estar exagerando? ALguns podem pensar que sim, mas… Não sei, é algo que devemos, pelo menos, pensar com carinho…

Ando pensando…

Pensamentos vem a mente… Esse então, vai e volta assim, com uma facilidade imensa… Nem é um pensamento importante, na verdade, não tem nada de importante mesmo… Afinal de contas, que importância tem manter ou não um perfil num site de relacionamentos… Mas, a grande questão é que, simplesmente, esse site não tem nenhuma relevância mais… A comunicação que faço por ele é cada vez menor e ele meio que se tornou uma ferramenta apenas para manter a fofoca atualizada… E, para uma pessoa como eu, que tanto detesta fofoca, fico me perguntando se realmente tem alguma utilidade isso…

São pensamentos vãos, e não dêem muito créditos a ele… Mas, são pensamentos… E, bom… De certa forma, tem alguma importância, por serem pensamentos, não é?