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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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A democracia a favor da defesa da tortura

Uma discussão se iniciou e, mais uma vez por causa da velocidade que a mídia quer imprimir às notícias hoje em dia, e já vem terminando sem ter sequer atingido o mínimo do que ela deveria atingir com base no fato que ocorreu na segunda-feira a noite em um programa de televisão.

Ao conceder entrevista em um quadro do programa CQC, da Rede Bandeirantes de Televisão, o deputado federal Jair Bolsonaro aprontou mais uma das suas, só que dessa vez foi em rede nacional de televisão e “atacando” uma artista, filha do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, a cantora Preta Gil. Bolsonaro é um daqueles políticos que qualquer democracia deveria se envergonhar de permitir que chegassem ao poder: político de extrema direita, homofóbico, defensor da tortura e do regime militar, Bolsonaro é um daqueles seres repugnantes que existem dentro do legislativo brasileiro. E, não pensem vocês que ele iniciou sua carreira política há pouco tempo e é um desses casos “Clodovil” ou “Tiririca”. Bolsonaro foi eleito deputado federal em 1990, no período de redemocratização do Brasil. De um Brasil machucado por quase 30 anos de regime de ditadura militar, perseguições à oposicionistas políticos, tortura e desaparecimento de pessoas tidas como comunistas e possíveis riscos para a segurança nacional. Bolsonaro é fruto equivocado de um período do qual a nação brasileira deve se envergonhar, mas não deve se esquecer jamais.

Justamente por isso assombra Bolsonaro estar no legislativo federal. Como que um representante de tudo que existiu de mais absurdo no regime político brasileiro, um defensor de um período no qual todos os direitos civis, políticos e humanos foram negados à sociedade brasileira, consegue mais de 120 mil votos? ( http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2010/deputado-federal/21031955-jair-bolsonaro.jhtm ). O número é esse meu caro leitor. Existem 120 mil cidadãos cariocas que defendem os mesmos ideais políticos e sociais de Jair Bolsonaro. 120 mil cariocas são defensores da tortura, do militarismo, da ditadura, do fim da democracia, são homofóbicos, tem preconceito de raça, acham que o presidente FHC deveria ter sido fuzilado (http://www.terra.com.br/istoegente/28/reportagens/entrev_jair.htm), defendem a truculência e a falta de respeito aos direitos humanos e acham que os deputados federais não tem de se preocupar com o que pensam os eleitores (http://www.portaldepaulinia.com.br/brasil/politica/10428-jair-bolsonaro-nao-quero-voto-de-ignorante.).

E, mesmo com isso tudo, Bolsonaro está sendo esquecido pela mídia, sendo deixado de lado. Uma discussão importantíssima para o amadurecimento da nossa democracia está sendo limada. A me pergunto: o que os meios de comunicação querem ao deixar de abordar esse assunto?

Se você ainda não viu a entrevista do Jair Bolsonaro no CQC, segue abaixo o link do vídeo:

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E agora o que realmente importa, as eleições…

Em meio a tudo e a todos, a Copa finalmente terminou. Para os brasileiros, terminou bem antes. Mas, nosso povo, como respira futebol, mesmo após a eliminação de nossa Seleção, ainda continuou assistindo os jogos, comentando e por aí vai… E, agora, temos o vitorioso… Espanha. Em uma final na qual sairia um campeão inédito, algo que não acontecia desde 1978, quando o título foi disputado por Argentina e Holanda. E, em 78, deu Argentina. A Holanda, naquele ano, amargou seu segundo vice-campeonato, seguido. E, agora, em uma terceira vez que chega à final de uma Copa do Mundo, o que a Holanda consegue novamente? O vice-campeonato. Complicada essa vidinha da Holanda, de ser vice novamente? Nada disso… Complicada é a vidinha de muitos dos brasileiros que mal tem dinheiro pra pagar a passagem de ônibus, mas que ficavam nos bares enchendo a cara e mandando “pendurar” a conta… Complicada é a vida de muitos brasileiros que estão à margem da sociedade, mas que mesmo assim ficavam comentando sobre a Copa do Mundo, mesmo depois de Dunga e seus escolhidos terem sido mandados de volta para casa… Agora, é aguardar que o brasileiro se dedique de corpo e alma, com todas as atenções que dedicou à Copa do Mundo por um evento que acontecerá nesse segundo semestre, que é muito mais importante para o destino da nação do que o hexacampeonato. É aguardar que o brasileiro dê a mesma importância, atenção e audiência às eleições para presidente, senador, deputado federal, governador e deputado estadual que teremos nesse ano. E alguns podem se perguntar: Mas, tem eleição esse ano? É, meu caro… Tem sim… Não era só a Copa do Mundo que era importante esse ano…