Por onde andamos?

“Por onde andamos?”, um tanto perdido em meio a tantos destroços, tantos pedaços, tantos…

Realmente, era pra se desorientar um bocado depois de tudo que tinha acontecido. Algo de proporções tão grandes, de tamanho impacto era simplesmente inimaginável até para a mais pessimista, ou criativa, mente que se poderia ter notícia.

Tudo acontecera tão rápido, e também de maneira tão lenta. Era confuso. Sim! Sem dúvida alguma. Começou aos poucos, devagar tudo foi mudando, pelos menos para aqueles que prestaram atenção no que estava ocorrendo por debaixo, escondido nas entranhas que muitos simplesmente deixam de considerar, que vários não enxergam ou fingem que não existe. E, justamente por isso que para muitos o que aconteceu pareceu rápido, repentino, como que num “flash”, um tanto quanto instantaneamente, um tanto quanto que…

Por mais que algumas coisas que aconteceram aos poucos tenham sido percebidas. Tremores aqui, inundações acolá. Histerias no norte, epidemias no sul. Por mais que alguns… sinais (?) estivessem claros como a luz do dia, alguns simplesmente encontravam-se e viam-se em meio a trevas mais escuras do que o breu da madrugada sem lua e sem estrelas. E, por isso mesmo, dessa forma assim tão ingênua, pensaram, na verdade, nem isso… Simplesmente, acreditaram que tudo tinha ocorrido do nada, repentinamente, de uma hora pra outra. Como se fosse um evento cósmico, um desígnio, o destino inevitável, o fim inadiável.

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