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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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XIX

A sensação é estranha, para todos nós… Vivemos em uma realidade, num cotidiano que se acelera a cada segundo… A sensação que temos é a mesma descrito de Júlio Verne no século XIX, mas não mais a respeito do mundo, e sim a respeito do tempo. Verne disse em meados do século XIX que o mundo parecia estar diminuindo de tamanho… Hoje, atrevo-me a falar, numa paráfrase (seria esse o termo?), que os minutos parecem estar menores…

Pensei nisso ao sair com minha esposa a noite… Comemoramos ontem 7 meses de casados e nos demos de presente um jantar na Barra do Jucu… Fomos em um delicioso restaurante próximo a praça e depois de jantarmos passeamos um pouco… Meio que sonhando, imaginamos como seria bom morar ali naquele local… Uma calma tão grande, um silêncio, uma tranquilidade… Sonhamos, imaginamos… Depois, entramos no carro e 10 minutos já estávamos no centro de Vila Velha… Gritante a diferença de ritmo…

Por que esse acelerar tão grande? Por que estamos nesse ritmo ensandecido…? Qual o impacto disso em nosso pensamento, na nossa psique… Provavelmente diversos estudos a respeito disso já foram feitos e ainda o são, mas mesmo assim não me furto a deixar de questionar e pensar, comigo mesmo e também com meus amigos, a respeito do ritmo cada dia mais acelerado em que estamos vivendo… O já citado século XIX foi o propulsor disso tudo… Um pouco antes dele, no XVIII já houve esse processo de aceleração… Mas, a intensificação disso tudo se deu no XIX e suas máquinas rápidas, o trem a vapor, a comunicação de longa distância e a transformação da estática fotografia no cinema (para mim a demonstração máxima de como a velocidade ganhou importância para o homem, dado que o cinema nada mais é do que fotos tiradas em alta velocidade para que passadas uma após a outra em um ritmo específico elas deem a ilusão do movimento)…

É óbvio que o XIX teve uma importância tremenda em nosso cotidiano, afinal de contas, esse meio de comunicação que uso hoje para publicar meus textos só surgiu devido a tudo que ocorreu naquele século… Mas, e essa correria? O que pensar sobre ela, como agir sobre ela e dentro dela?

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Raciocínio

A reflexão, o ato de pensar, analisar, raciocinar é algo intrínseco ao ser humano, e uma dádiva que nos foi dada por Deus, a qual não podemos deixar de utilizar.

Imagino se o homem não tivesse desenvolvido a sua capacidade de pensar. Não existiríamos da forma como somos hoje, quiçá existiria ainda o homem nesse imenso planeta que chamamos amorosamente de Terra.

Há milhares de anos atrás o primeiro homem surgiu em nosso planeta (homem esse chamado, dentro do mito da criação cristão de Adão). Junto dele, surgiram outros seres humanos, e óbvio que sua companheira também (dentro do mesmo mito, chamada Eva). Assim como no mito, esse primeiro casal (junto com outros seres humanos, não presentes no texto bíblico) inicialmente viveram de tudo aquilo que era disponível no local (assim como o mito, local esse chamado de Jardim do Éden). Eram caçadores e coletores. Se alimentavam de pequenos animais que estavam próximos deles (os quais caçavam) e das frutas e outros gêneros alimentícios que conseguiam colher (por isso coletores). Esse tipo de processo de alimentação e busca de sobrevivência foi fundamental para o início do processo de ocupação territorial de tudo aquilo que foi criado pelo ser divino.

Dentro de todo esse processo expansionista começou o homem a fazer uso de sua capacidade de observação e raciocínio. Em locais nos quais os grupos humanos conseguiam ficar mais tempo, devido a abundância de alimentos, os grupos humanos começaram a observar que sementes dos frutos por eles colhidos e comidos, ao caírem no solo, depois de alguns meses vinham a brotar e até proporcionar novos alimentos. Observando esse presente divino, e fazendo uso da capacidade mais importante que Deus lhe deu, o homem desenvolveu a agricultura.

Também por meio da observação e do pensar, o homem observou que era possível construir cercados e dentro deles colocar os pequenos animais que lhes eram tão importantes para a sua alimentação, e que esses animais eram capazes de se reproduzirem e darem origem a outros animais (assim como os próprios homens) e desse modo eles teriam mais alimentos e não precisariam, assim, sair para caçar, não correndo riscos maiores.

Toda essa capacidade de observação e raciocínio foi deveras importante para o aumento da população humana no planeta Terra, tornando o mesmo cada vez mais habitado por seres racionais, pensantes e observadores, que hoje, milhares de anos depois dos primeiros homens que surgiram na Terra, criticam a capacidade de raciocínio do homem, uma vez que ela trouxe para o mesmo um desenvolvimento desenfreado e um processo de poluição intenso.

Não devemos criticar a nós mesmos, tacar pedra em algo tão maravilhoso que é o nosso cérebro. Devemos, sim, fazer uso dessa capacidade de raciocínio e observação para buscarmos aquilo que sempre buscamos: um meio melhor para se viver e garantir a nossa sobrevivência em meio as dificuldades que se mostram em nosso cotidiano.

Revolução para quem?

O termo revolução é algo um tanto complexo dentro do estudo da história. Utilizado para se referir a movimentos que foram muito característicos da Europa durante entre os séculos XVI ao XVIII, tem bases Iluministas e voltarem contra regimes absolutistas que existiam nos países do “velho continente”. Tais processos revolucionários ocorreram na América também, em séculos XVIII e XIX, uma vez que elas estavam intimamente ligadas à Europa, devido as suas características colonialistas. Mas, a discussão aqui está um pouco longe de ser a respeito dos processos revolucionários que ocorreram nos séculos citados acima. Dando um salto no tempo, chego ao século em que estamos e venho a tratar de duas revoluções em pleno século XXI.

Depois de sofrer com 30 anos de ditadura, a população do Egito rebelou-se contra o governo de Mubarak, exigindo a saída do ditador do comando do país. Lembro de ver o Egito nas principais capas de jornais e também na tela de diversos jornais. Matérias e mais matérias a respeito dos revoltosos egípcios, a respeito da forma de governo que lá estava instaurada e por aí vai. E, então, todo mundo começou a falar do Egito. Mubarak deixou o poder, depois de 3 décadas. E agora, estoura outra revolução, no Barhein, com o povo se voltando contra o sheik. A grande questão que faço aqui é: esses processos revolucionários de hoje em dia trarão alguma mudança clara para a grande massa populacional, ou serão como os de 3 séculos atrás, que em nada mudaram a vida da população de forma geral?

Revolução para quem, seria a grande pergunta…

Grandes bençãos e alegrias

É incrível como são as coisas, como nossa vida caminha e acontece.

Sempre fui um homem religioso, muito. Mas, como todo homem religioso, passei por momentos de questionamentos a respeito da minha própria religiosidade, a respeito do ser divino e por aí vai. Isso é algo comum na história da humanidade (maniazinha de historiador). Se observarmos todas as pessoas que hoje são tidas como religiosas e tal, elas também passaram por períodos em que questionaram ou não tinha fé alguma na existência de um ser divino ( caso emblemático o de Santo Agostinho, que depois de cético e maniqueísta veio a se converter ao catolicismo e se tornar um dos maiores filósofos da Idade Média e da Filosofia Cristã). Obviamente, guardadas as devidas proporções (pois muito longe estou de ser um filósofo com Agostinho), passei também por um período de questionamento a respeito da figura divina dentra da história e dentro de mim mesmo. Não foram poucas as vezes em que me perguntei, me questionei, a respeito da existência efetiva de Deus (ou dos deuses, até).

Fui criado em um lar católico, mas acima de tudo, um lar cristão. Até meus 16 anos fui muito praticante do catolicismo e depois acabei me distanciando. Aos 18 anos, mais ou menos, tomei contato com outra igreja cristã (Igreja Cristã Maranata), com a qual tive uma grande identificação. Passei a frequentar seus cultos, e fui tomando gosto de suas características e particularidades. Mas, depois, me distanciei novamente, quando fui para a faculdade. Passei a questionar, a não aceitar e até a por em dúvida a existência efetiva de Deus. Foram 4 anos em que questionei, duvidei. Depois, fui retomando, ainda não retomando uma participação efetiva no Corpo da Igreja, mas deixei de questionar, e como mágica, simplesmente minha certeza de que Deus existe e comanda todas as coisas em nossas vidas retornou. E então comecei o que chamo de “ensaio de retorno”, que demorou dois anos para acontecer efetivamente. E aí acho que Deus se “encheu” e tomou as rédeas, e colocou em meu caminho um anjo, maravilhoso, que me mostrou a felicidade plena e me colocou, em definitivo, de volta no caminho que O Senhor tinha reservado para mim.

Hoje, dentro da maturidade que venho alcançando em minha religiosidade, tenho certeza de que Deus tinha total controle sobre tudo que ocorreu em minha vida, e que me guiou até quando eu estava distante dele, em meu pensar e meu agir, pois Ele é misericordioso e quer que seus filhos cresçam e tenham experiências maravilhosas com Ele. E, justamente por isso, por uma experiência fantásrica, maravilhosa, única que tive com O Senhor nesse final de semana, que resolvi colocar aqui, publicamente, essa mini-biografia a respeito da minha trajetória religiosa. Muito ficou de fora, mas tenham certeza: Deus é misericordioso demais em me aceitar de volta em sua Obra, depois de tudo que fiz, de tudo que falei, de tudo que pensei.