• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Devaneios pálidos…

Entre devaneios azuis, pálidos, permanece a caminhar, como alguém que nunca parou de andar. Está cansado, trôpego, mas continua, em uma constância assustadora, na qual não se demonstra, a não ser aos olhares mais atentos, o quão cansado está. Aqueles que o conhecem sabem, que a lida não está fácil. Tudo acontecendo ao mesmo tempo, em meio a um ritmo insano. Chega a ser difícil de entender, e até ele se pergunta se realmente é tão grande assim, ou se, em uma espécie de ataque esquizofrênico, ele não esteja aumentando tudo, ampliando como uma lupa as coisas que ocorrem a sua volta.

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Pensando em meio a tantos…

Tem alguns dias que você acorda, simplesmente acorda, pensando em várias coisas ao mesmo tempo, como se nada fizesse sentido, e ao mesmo tempo tudo fizesse. A confusão domina a mente em uma profusão de assuntos e de coisas a se fazer que simplesmente nos perdemos em meio ao relógio de nossas necessidades entrando em conflito com o relógio de nosso dia. E o dia se torna curto, enquanto nossas necessidades se permanecem longas, e pelo dia ser curto elas vão se acumulando e aumentando, o que leva muitas pessoas a entrarem em desespero, entregarem-se ao stress, deixarem levar pelo nervosismo, e entrarem em parafuso. Essa necessidade louca de se fazer muito em pouco é algo que vem de tempos, lá do século XIX, no mundo pós-industrial, pós-moderno, que empurra o homem a querer mais, incentivado pelo capitalismo, que nesse sentido torna-se vilão da sociedade e ficamos desorientados pensando e pensando no que podemos fazer em tão pouco tempo dentro das nossas necessidades e vontades. E aí o problema começa a se tornar ainda maior, porque entra nessa equação louca de nossa vivência as vontades, que são inerentes ao ser humano, que vem desde sempre e norteia a nossa vida, inevitavelmente. Então prioridades devem ser feitas, pensar-se no que é importante, no que é inadivável, no que trará maior satisfação para cada um de nós. E, nesse princípio de ano, é o momento certo de fazermos isso, de colocarmos prioridades em nossa vida, em nosso cotidiano.

Priorize, para poder viver.

Aaaaaaaaaa… o silêncio!

Esse 10/12 pode ser um dia como outro qualquer, e realmente o é! Começou como todos os outros, ao virar do relógio, de 23:59 para 0:00 ( ou seria de 0:00 para 0:01 – confesso que as vezes tenho essa dúvida banal.). Como sempre, ao iniciar, eu já estava dormindo há algumas horas, então nem o vi começar. Acordei, meio cambaleante ainda, por volta das 05:50 e fui ao banheiro. Um banho rápido, para despertar, de vez, e depois tomar um café com minha mãe, para começar bem o dia (e dane-se se ele já tinha começado seis horas antes! Rs). Depois do café, terminei de me vestir, peguei minha pasta e fui para o carro. Virei a chave e entrei no trânsito matinal, rumo à escola onde dou aula. Fui ouvindo música no rádio, cantarolando num “enroleichion”, feliz que nem criança pequena. Pouco tempo depois, estava eu na escola, e o silêncio imperava, um silêncio maravilhoso que curti até cansar. E só nessas horas que vemos como o silêncio pode ser perfeito!

O esperado surpreende…

Sabe quando aquela coisa que você esperava há algum tempo acontecer finalmente acontece e mesmo assim você fica surpreso com ela? Tem coisas que realmente não consigo entender. Já esperava que fosse acontecer o que aconteceu, e até esperava que fosse acontecer da forma como aconteceu. E, aconteceu. E, mesmo assim, me surpreendeu.

Virtudes e seus contrários

Ficamos pensando e olhando. Pessoas que passam a nossa volta e as quais, muitas vezes, poderiam nos ser úteis, serem indivíduoas importantes em nosso viver, mas que, por motivos inúmeros, acabamos por não termos contato, e não conhecemos suas virtudes.

Porém, basta um pequeno olhar, uma forma de expressar-se, seja por meio da palavra, ou por outro qualquer, e essa mesma pessoa a qual não conhecemos se torna, por um curto instante, ítima de nós. E, por esse curto instante, achamo-nos no direito de julgá-la, de apontar suas falhas, suas características mais absurdas.

Letras…

Letras perdidas
Num calvário
Em imundos terrenos
No meio de tudo

No leito
Não de morte,
Apenas um leito,
Um lugar para estar
No meio de tudo,
Nada…

E viu…

‑ O que vc está fazendo?

‑ O quê?!

‑ Você só pode estar louco!!! Não acredito que estou vendo isso… Não mesmo!!

‑ Ahhhh!!! Isso? Vai me dizer que você vai ficar aí esperando e não vai fazer nada?

‑ Mas isso é demais, cara!

‑ Demais?!?! Bicho… Sério… Você viu o que aconteceu?

‑Sim… Não tinha como não ver!

‑ Então… Viu a cor que ficou o céu? Viu aquele clarão lá no horizonte? Viu a escuridão que se deu de repente? Viu…

‑ Sim caramba! Já falei que vi…

‑ E você pensa que isso tudo é o que, meu caro?

‑ Sei lá… Só sei que você está passando do limite…

‑ Limite?!?! Limite?!?! Você só pode estar de brincadeira…

‑ Brincadeira?!?! Olha pra você mesmo… Olhe só pra você…

‑ O quê? Meu cabelo chamuscado? Meus dedos faltando? Meu rosto esfolado? As queimaduras nas minhas costas? Olhe para você mesmo antes de falar de mim…

E ele parou para se olhar, e viu que ao invés do outro, ele era cego.