• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Devaneios pálidos…

Entre devaneios azuis, pálidos, permanece a caminhar, como alguém que nunca parou de andar. Está cansado, trôpego, mas continua, em uma constância assustadora, na qual não se demonstra, a não ser aos olhares mais atentos, o quão cansado está. Aqueles que o conhecem sabem, que a lida não está fácil. Tudo acontecendo ao mesmo tempo, em meio a um ritmo insano. Chega a ser difícil de entender, e até ele se pergunta se realmente é tão grande assim, ou se, em uma espécie de ataque esquizofrênico, ele não esteja aumentando tudo, ampliando como uma lupa as coisas que ocorrem a sua volta.

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Aaaaaaaaaa… o silêncio!

Esse 10/12 pode ser um dia como outro qualquer, e realmente o é! Começou como todos os outros, ao virar do relógio, de 23:59 para 0:00 ( ou seria de 0:00 para 0:01 – confesso que as vezes tenho essa dúvida banal.). Como sempre, ao iniciar, eu já estava dormindo há algumas horas, então nem o vi começar. Acordei, meio cambaleante ainda, por volta das 05:50 e fui ao banheiro. Um banho rápido, para despertar, de vez, e depois tomar um café com minha mãe, para começar bem o dia (e dane-se se ele já tinha começado seis horas antes! Rs). Depois do café, terminei de me vestir, peguei minha pasta e fui para o carro. Virei a chave e entrei no trânsito matinal, rumo à escola onde dou aula. Fui ouvindo música no rádio, cantarolando num “enroleichion”, feliz que nem criança pequena. Pouco tempo depois, estava eu na escola, e o silêncio imperava, um silêncio maravilhoso que curti até cansar. E só nessas horas que vemos como o silêncio pode ser perfeito!

Busquemos…

Busquemos sentido,
Em tudo que façamos,
Em tudo que temos,
Em tudo que somos,
Em tudo que desejamos.

Mas,
Apenas busquemos,
Sem se preocupar se realmente alcançaremos,
Se realmente conseguiremos,
Mas,
Nem por isso,
Deixemos de lado,
Essa vontade insessante,
Essa necessidade,
De buscar…

O esperado surpreende…

Sabe quando aquela coisa que você esperava há algum tempo acontecer finalmente acontece e mesmo assim você fica surpreso com ela? Tem coisas que realmente não consigo entender. Já esperava que fosse acontecer o que aconteceu, e até esperava que fosse acontecer da forma como aconteceu. E, aconteceu. E, mesmo assim, me surpreendeu.

E viu…

‑ O que vc está fazendo?

‑ O quê?!

‑ Você só pode estar louco!!! Não acredito que estou vendo isso… Não mesmo!!

‑ Ahhhh!!! Isso? Vai me dizer que você vai ficar aí esperando e não vai fazer nada?

‑ Mas isso é demais, cara!

‑ Demais?!?! Bicho… Sério… Você viu o que aconteceu?

‑Sim… Não tinha como não ver!

‑ Então… Viu a cor que ficou o céu? Viu aquele clarão lá no horizonte? Viu a escuridão que se deu de repente? Viu…

‑ Sim caramba! Já falei que vi…

‑ E você pensa que isso tudo é o que, meu caro?

‑ Sei lá… Só sei que você está passando do limite…

‑ Limite?!?! Limite?!?! Você só pode estar de brincadeira…

‑ Brincadeira?!?! Olha pra você mesmo… Olhe só pra você…

‑ O quê? Meu cabelo chamuscado? Meus dedos faltando? Meu rosto esfolado? As queimaduras nas minhas costas? Olhe para você mesmo antes de falar de mim…

E ele parou para se olhar, e viu que ao invés do outro, ele era cego.

Vou-me

Vou-me agora,
Em direção ao conforto
Buscando sossego
Querendo paz
Tranquilidade
Descanso

E,
Por isso mesmo que
Vou-me
Não para longe
Mas para um lugar aqui do lado
Quentinho e aconchegante

E apenas,
Então,
Acabo com esse ensaio
E vou-me,
De vez…

Boa noite!

O que fazer…

O que fazer quando não temos nada para fazer? Pode parecer algo ridículo de se perguntar, né? Afinal de contas, pessoas adultas sempre tem o que fazer… Porém… Será que no dia em que realmente não houver nada, nada, nada, nada mesmo para que eu faça, qual será a minha reação? O que será que eu vou arrumar para fazer?