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    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Capitalismo e Música – Escolhas

Li um texto interessante que um amigo me enviou agora há pouco por email. O tal texto fala a respeito da música e da TV e como essa segunda vem empurrando para cima de seus espectadores bandas e cantores de qualidade completamente discutível. Isso é um fato, infelizmente. Hoje temos uma valorização da idiotia quando o assunto é a música. Duplas sertanejas, bandas de emo-rock entre várias outras “coisas” que fico me perguntando por onde anda a verdadeira música brasileira.

Não tem como não ser saudosista com uma fase musical tão ruim quanto a nossa atual. Restart, Sine (é assim que se escreve, ou é Cine? Confesso que não tive a mínima curiosidade de pesquisar.), Luan Santana. Isso para citar só três casos emblemáticos de músicas de “baixo nível” que vem poluindo a nossa televisão. Mas, o que é a televisão do que um veículo máximo do capitalismo. Ela é regida pela regra básica do capitalismo, que é o que rege nossas vidas, inclusive. A TV vive daquilo que vende. E, quando falamos em vender, para TV estamos falando em audiência. Se não vende, se não dá audiência, ela vai procurar alguém que faça isso por ela. Mas, então, aí, vocês podem começar a pensar: Lá vem mais um chato comunista que fica botando a culpa de tudo no capitalismo! Muito pelo contrário. Não sou comunista, nunca fui, nem tenho vontade de ser. Gosto do capitalismo como ele é, com suas inúmeras falhas e suas poucas qualidades, devido ao seu caráter democrático (ou pseudo-democrático?). Ele nos dá possibilidade de escolha (ou, nos faz acreditar que escolhemos), e por essa característica básica do capitalismo eu posso simplesmente mudar de canal ou desligar a TV (o que vem se mostrando muito sensato há anos) e ligar meu computador e colocar um bom rock para escutar (seja um antigo, como Beatles, The Kinks, Queen ou Pink Floyd, até mais novos como The Killers ou Arcade Fire).

Então, ao invés de ficarmos reclamando que a música de hoje em dia não é tão boa quanto a de antigamente. Ao invés de ficarmos saudosistas falando que na década de 60 tínhamos festivais e por aí vai (e isso é uma verdade, e dá saudade mesmo), vamos celebrar a democracia (pseudo?)  atual e simplesmente desligar a TV, mudar a estação de rádio, ou pegar e colocar um CD (ou MP3) com as músicas que mais gostamos e sermos felizes na sociedade do capital, a qual vivemos.

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Momento Musical – Casa Aberta

Mais um momento musical, porque, muitas vezes, as músicas dizem muito melhor do que eu aquilo que estou pensando, aquilo que estou vivendo, aquilo que estou passando…