• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
  • Calendário

    outubro 2017
    S T Q Q S S D
    « maio    
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031  
  • Enter your email address to subscribe to this blog and receive notifications of new posts by email.

    Junte-se a 281 outros seguidores

  • Pessoas!

    • 2,377 pessoas!

Expondo-se…

Algumas coisas são impressionantes em nosso dia a dia, que não tem como passarem despercebidas. Tenho me perguntado algumas vezes ultimamente, ao ver o comportamente de algumas pessoas em seus locais de trabalho e como muitas delas agem como se não houvesse clientes ali ouvindo tudo que elas conversam.

Já escutei de tudo. Vendedoras conversando sobre o ciclo menstrual, pessoas falando a respeito do resultado do jogo do final de semana, comentando a respeito “daquela atriz” que saiu com “fulano”, falando “mal” da amiga de trabalho que acabou de sair e se despedir. A respeito da cor de calcinha que tinha escolhido para usar no dia em que o  marido iria estar em casa e que tinha escolhido uma especial porque o maridão tinha passado a semana toda em viagem de trabalho. É sobre tudo que se possa imaginar e que não se possa imaginar.

Sinceramente, eu chego a me sentir incomodado e, de certa forma, tenho até um pouco de “vergolha alheia”. Igual uma vez em que eu estava numa loja comprando camisas. Olhava uma, outra, e mais outra e duas vendedoras estavam conversando quando de repente surgiu o assunto de que uma delas tinha passado mal o final de semana todo, tendo diarreia. Elas conversando sobre isso e eu ali (junto com mais 4 pessoas) ouvindo detalhes a respeito da cor, da frequência com que a pessoa foi ao banheiro e por aí vai.

Eu até imagino o pensamento que pode estar passando pela cabeça de algumas pessoas: “mas você é muito do curioso de ficar ouvindo a conversa dos outros”. Afirmo, com toda sinceridade que existe em mim, eu não queria ouvir. Estava em todas essas situações descritas ou comprando alguma coisa, ou então visitando meu avô na UTI (aquela que falou da cor da calcinha era uma enfermeira que estava atendendo um paciente internado no leito ao lado daquele que meu avô estava internado), ou então sentado, como agora estou, na praça de alimentação do shopping escrevendo traquilamente no meu netbook.

Acho que isso tudo é reflexo de uma sociedade que se acostumou com a falta de privacidade. Hoje tudo é exposto, e todos fazem questão de se exporem. Conversas ao ar livre no aparelho celular, blog’s (como esse aqui que você lê, e por meio dele sabe a respeito de detalhes da minha vida), perfis em redes sociais, contas em Twitter, fotos espalhadas pela internet, checkinsem sites. Tudoencontra-se cada vez mais aberto a todos e ainda não aprendemos direito a lidar com todas as essas possibilidades, recursos que nos são disponibilizados. E ficamos como que maravilhados, querendo aproveitar ao máximo aquilo que se encontra a nossa disposição.

Mas, será que não chegou a hora de pensarmos um pouco antes de dizer onde estamos? Antes de colocar aquela foto na praia? Antes de colocar informações pessoais nos nossos perfis de facebook e orkut?

Questionamentos do século XXI, da era da superinformação, que nos aflige, nos deixa cada vez mais ansiosos e desejos de mais e mais.

Anúncios

Ando pensando…

Pensamentos vem a mente… Esse então, vai e volta assim, com uma facilidade imensa… Nem é um pensamento importante, na verdade, não tem nada de importante mesmo… Afinal de contas, que importância tem manter ou não um perfil num site de relacionamentos… Mas, a grande questão é que, simplesmente, esse site não tem nenhuma relevância mais… A comunicação que faço por ele é cada vez menor e ele meio que se tornou uma ferramenta apenas para manter a fofoca atualizada… E, para uma pessoa como eu, que tanto detesta fofoca, fico me perguntando se realmente tem alguma utilidade isso…

São pensamentos vãos, e não dêem muito créditos a ele… Mas, são pensamentos… E, bom… De certa forma, tem alguma importância, por serem pensamentos, não é?