• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Um basta!

Muitas vezes um basta é necessário.

Uma decisão forte, precisa, daquelas que não se volta atrás, por mais que se queira, é necessária na vida de qualquer indivíduo. Ter um posicionamento forte nos ajuda a andar para frente, a mudar as coisas, a tomar novos rumos.

Tomei essa decisão, e mudanças já passaram a ocorrer, pois elas são necessárias. Não dá mais para andar da forma como tudo está andando. Infelizmente, por mais que parecesse bom, não está sendo mais e o desgaste está sendo cada vez maior. Agora, é lidar com a situação da melhor forma que for possível até que a mudança venha a trazer seus resultados maiores. Mas, é definitivo. A fase que estou é passageira, tem prazo certo. É o tempo para completar a formação que desejo alcançar e, então, alçar novos vôos.

Tudo vai mudar, da forma como deveria ter mudado anos atrás. Mas, não me arrependo. O amadurecimento foi grande. Me tornei uma pessoa melhor. E, agora, com esse aprendizado que tive nesses seis anos, colocarei tudo isso em prática dentro dessa minha retomada, dentro dessa empreitada.

Daqui pra frente, tudo muda!

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Amadurecimento…

Sabe quando você era mais novo e olhava para a linha do horizonte imaginando como seria o seu futuro, e nem acreditava que algumas daquelas coisas que você imaginava poderiam vir a ser possíveis, ou viajava por causa da falta de noção das coisas?

Me peguei tentando lembrar das coisas que imaginava sobre o meu próprio futuro quando eu era criança. E fico impressionado como muita coisa mudou em relação a tudo aquilo que eu imagina que seria possível, que iria ocorrer. Prioridades se alteraram, gostos mudaram, vontades deixaram de existir e outras surgiram. Experiências novas ocorreram e hoje, o presente que tenho é muito diferente daquele futuro que eu imagina há 20 anos atrás.

Já sou uma pessoa adulta e as vezes ainda me assusta enxergar isso. Ver a passagem do tempo nos mínimos detalhes de meu próprio ser é algo que muitas vezes me deixa um tanto quanto “incomodado” e, ao mesmo tempo, me deixa feliz por observar que me tornei uma pessoa, até certo ponto, dentro daquilo que considero como uma boa pessoa. Não que eu não apresente defeitos. Muito pelo contrário. Eles estão presentes, e sempre estarão. Mas, busco superá-los, não deixar que eles venham a interferir em mim mesmo como ser humano e aprendo comigo mesmo, pois o pensamento constante em mim, e que me faz me considerar um boa pessoa, é a humildade socrática do “só sei que nada sei” e do “conhece-te a ti mesmo”.

“Conhece-te a ti mesmo”.

Vitórias, processos, mudanças…

Algumas datas nós comemoramos, como vitórias que nunca imaginamos ser alcançadas. Outras tantas comemoramos, como marcos de mudança em nossas vidas. A data de hoje faz parte de todo um processo de mudança em minha vida. As mudanças começaram a ocorrer anos atrás, pela influência de um  amigo meu, que num dia simples me convidou para ter uma experiência magnífica, que me tocou e mudou completamente o meu ser. Mas, infelizmente, como todo ser humano, sou falho e não enxerguei a verdadeira importância daquele momento e daquela experiência que tive. Durante um período vive distante, num mundo assolado por incertezas, onde inimigos nos espreitam o tempo inteiro, das mais variadas formas, utilizando-se dos mais variados objetos e tentações para nos pegar e levar cada vez para longe daquilo que nos é tão caro.

E, então, no ano passado, conheci uma pessoa magnífica. Primeiro, foi apenas um ver, observar. Depois iniciativas, e justamente aí começaram as mudanças, muito importantes na minha vida. As experiências foram incríveis, magníficas, e graças a uma pessoa incrível, que em muito me ajudou na caminhada, e em muito me ajuda até hoje nela.

Hoje, ao lado dessa pessoa, comemoro um ano de noivado, e estou na contagem regressiva, para chegar o dia do casamento, e aí passar o resto da minha vida, com a benção do Senhor, ao lado dela.

Muito obrigado por existir, minha vida, meu amor, minha razão!

Experiências de retorno

Experiências de retorno sempre são interessantes, principalmente quando retornamos para algo que tanto gostávamos, mas que por motivos dos mais variados, acabamos por nos distanciar delas. Essa semana eu tive uma dessas experiências de retorno.

Há cerca de um mês eu fui convidado por um grande amigo meu, Thiago Brandão Zardini (que mais que amigo, tenho-o como meu irmão de coração), para apresentar uma palestra a respeito de meu antigo objeto de pesquisa, de quando ainda estava na faculdade: Festejos religiosos do século XIX. Falei com ele que estava mais do que enferrujado, que cinco anos distante do mundo acadêmico tinham me deixado atrasado frente à pesquisa nessa área e tudo o mais.

Mas, a bem da verdade, o maior problema em relação a isso tudo residia em um detalhe: MEDO. Realmente, eu estava amedrontado de passar vergonha, de fazer com que meu amigo e a instituição a qual ele representa (Faculdade SABERES) passassem por algum tipo de constrangimento por causa de um palestrante despreparado e tal. Mas Thiago acabou por me convencer e lá fui eu me preparar para a tal apresentação. E onde que eu consegui me preparar da forma como imaginava que me prepararia? Um monte de coisa aconteceu que atrapalhou meus estudos para a apresentação. Correria na escola onde eu trabalho, projetos e provas, correções de atividades, e questões de caráter estritamente pessoais também acabaram por dificultar toda a preparação. E, aí, na véspera da apresentação, estava eu desesperado, sem saber o que fazer. Foi então que minha noiva me ajudou a colocar as ideias no lugar e a pensar racionalmente, deixando o pânico que dominava a minha mente de lado. E preparei-me da melhor forma possível e fui. E, não é que, entre os “trancos e barrancos”, a apresentação foi um sucesso muito maior do que eu esperava. E, também me ajudou a enxergar, que realmente, um retorno à algumas coisas do passado são necessárias para que possamos voltar a viver plenamente felizes. Hoje eu vejo, que preciso retornar ao mundo acadêmico, voltar a pesquisar, a ler artigos acadêmicos. Não que eu não me sinta feliz dando aula para ensino fundamental e médio. Me sinto sim muito feliz nessa área do ensino, mas não posso deixar de negar, que a área do nível superior, e as discussões que ela pode vir a gerar e incentivar me cativam e fazem com que eu queira, mais do que nunca, continuar a minha formação. Fazer a minha segunda graduação (em Ciências Sociais), meu mestrado e doutorado.

Pois foi muito bom ouvir, de outro grande amigo e irmão meu, Danilo Barcelos Corrêa: Bem-vindo de volta.

Passado de todos nós…

Estava pensando agora pouco, com meus botões, no passado que cada um de nós tem em nossas vidas… É natural do homem, desde o primórdios, uma necessidade grande de deixar sua marca pelos locais onde passou. Começou lá na pré-história, com as pinturas rupestres, com a invenção da escrita passamos a deixar diários e outros documentos mais, e hoje em dia a quantidade de coisas que são marcas de nossa presença na história é algo que não dá para contarmos. São fotos, vídeos, desenhos, roupas, utensílios, construções, e mais um monte de coisas. Como historiador que sou, gosto de observar essas marcas da história em meu dia a dia, e ver as mudanças que ocorreram comigo ao longo de minha vida… Abro meu guarda roupa e vejo dois ternos, camisas sociais, calças sociais… Aí lembro do meu guarda roupa seis anos atrás, e lembro que nem o tinha… Era apenas um cabideiro, com alguma camisas que não cabiam dentro da cômoda… Penso no que tinha há seis anos atrás, e comparo com o sou hoje, em 2011… Em alguns aspectos, envelheci bem (mentalmente falando, dado que fisicamente… rs)… Mudei muito, amadureci… Mas, bom… Há 6 anos atrás eu tinha 23 anos… Hoje, 29… Faz uma diferença e tanto… A gente aprende muito com tudo isso… E esse aprender nos torna mais pensativos e observadores de tudo que se encontra em nossa entorno, buscando entender a esse mundo que fazemos parte e isso tudo que existe por aí e em nós… Penso no meu próprio eu anos atrás, tão imaturo, que tomava atitudes impensadas e falava sem se importar com aquilo que poderia acontecer com outros, opiniões… E hoje vejo o quanto elas são importantes… O retorno de tudo e de todos… O crescimento nos traz isso, e crescemos sempre… Aprendizado constante…

P.S.: Essa postagem foi originalmente escrita no dia 23/03/2011, e só hoje termino-a, mesmo que não a contento… rs

Caminho de negação

Mudanças são processos longos, muitas vezes dolorosos, que nos fazem pensar em tudo que deixamos, ou deixaremos (caso ainda não tenhamos abandonado por completo) para trás. Não é fácil, sem dúvida alguma. Se desvincular de coisas que até então faziam parte de ti, de seu viver, que o caracterizavam, não é simples como mudar de roupa, vestir outra calça ou camisa. É algo muito mais profundo, que pode vir a trazer consequências que muitos não concordarão e, por vezes, inclusive, poderão até vir a abandoná-lo. Mas, o é necessário.

No final do ano passado, ganhei de presente de aniversário uma benção maravilhosa, e lá iniciou-se um processo, que ainda está em andamento, e sempre estará. O passo mais importante desse processo já foi dado por mim, anos e anos atrás. Imaginei que com o passo que dei no final do ano passado, a caminhada estaria completa e seria apenas continuar nela, mas vi, ontem, o quanto estava equivocado ao pensar dessa forma. A caminhada realmente é constante, a entrega realmente é permanente, e o negar-se a si mesmo é mais do que necessário para que possamos trilhar o caminho que nos é reservado. Não é fácil, longe disso. É deveras difícil. Mas, busco forças sempre para continuar essa caminhada e a continuarei, pois tenho fé que essa caminhada me trará frutos maravilhosos, ainda mais belos dos que os que colho hoje em dia.

Tocando em frente…

Já diria o compositor, que é melhor andar devagar, porque a pressa faz com que deixemos de observar algumas coisas importantes de nossa vida. Confesso que não tenho andado tão devagar quanto deveria ultimamente. Ando meio com pressa, culpa da ansiedade por causa do casamento, muito provavelmente. Minha noiva reclama, e com razão, que ando andando depressa, deixando-a para trás, não a esperando. Não tiro a razão dela, não mesmo. A pressa é algo que está me acompanhando nessas últimas semanas mesmo. Preocupado com coisas que muitos podem pensar que ainda é cedo para se preocupar, mas me preocupo mesmo assim. É compra de terno, compra de sapato, orçamentos de fotografia para o casamento, lugar para passar lua de mel, reserva de hotel para isso, decidir em definitivo se vamos mesmo alugar um apartamento (o que parece ser a opção mais interessante, nesse momento) ou se vamos comprar um.  Além disso tudo, que é de uma importância sem tamanho, ainda tenho coisas menos importantes para pensar, como conserto da embreagem do carro, um tênis novo para comprar, uma academia para fazer, questões de provas para elaborar, pautas para passar a limpo, livros para ler, mestrado para decidir quando fazer e por aí vai. São tantas coisas que, realmente, não tem como não ficar ansioso. E, mesmo assim, tento manter minha calma o máximo possível, não deixar transparecer a ansiedade, mas, ontem, não tive mais como deixar de esconder, e admiti, finalmente, que a ansiedade está à flor da pele.

Bom, alguns dizem que o primeiro passo para mudar é justamente admitir que um problema existe. Então, admito, inclusive publicamente, por meio desse blog: ESTOU ANSIOSO. Não vejo a hora do dia 29/10 chegar, e tudo se resolver e eu começar uma nova etapa em minha vida. Uma etapa que aguardo como nunca imaginei que poderia aguardar algo. Quero, e quero muito me casar, e poder andar, novamente, sem pressa, observando tudo e a todos, de forma serena, tranquila, e aí poder cantar novamente: