• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Limitações

E temos nisso
Apenas um todo
Que é muito pouco
Ou quase tudo
Inebriado em meio a todos
Que observam ao longe
O que se tem

Tendo pouco
Quase nada
Parcas posses
Sujas, imundas
Como animais
Limitados em nada
Presos a correntes
Feito amarras

Perdidos em sentidos

Vemos e vimos,
Com olhos cerrados,
Ou,
Quem sabe abertos,
Mas apenas olhos.

Olhares que fitam,
Um destino incerto,
Perdido em meio a tudo
e todos,
Que buscam e se perdem,
Nem encontram,
Nem preocupam.

Vivem,
Respiram,
Bocejam,
Farejam.

Busquemos…

Busquemos sentido,
Em tudo que façamos,
Em tudo que temos,
Em tudo que somos,
Em tudo que desejamos.

Mas,
Apenas busquemos,
Sem se preocupar se realmente alcançaremos,
Se realmente conseguiremos,
Mas,
Nem por isso,
Deixemos de lado,
Essa vontade insessante,
Essa necessidade,
De buscar…

Letras…

Letras perdidas
Num calvário
Em imundos terrenos
No meio de tudo

No leito
Não de morte,
Apenas um leito,
Um lugar para estar
No meio de tudo,
Nada…

Ralo abaixo…

Como pode…
Tantas possibilidades,
Tantas habilidades,
Tanta criatividade

Pelo ralo,
Pela latrina,
Mal aproveitas por…

Por que será?
Quais os motivos?
Qual a explicação?

Por que tem de haver,
Não pode ser assim…
Simplesmente sem sentido,
Por ser
E
Pronto

Mas,
Não…
Se prendem ao mínimo,
Se contentam com pouco,
Ficam felizes com a medíocridade
E acabam por serem assim

Sendo o mínimo como…
Pessoas,
Seres humanos,
Amigos,
Cidadãos.