Limitações

E temos nisso
Apenas um todo
Que é muito pouco
Ou quase tudo
Inebriado em meio a todos
Que observam ao longe
O que se tem

Tendo pouco
Quase nada
Parcas posses
Sujas, imundas
Como animais
Limitados em nada
Presos a correntes
Feito amarras

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Perdidos em sentidos

Vemos e vimos,
Com olhos cerrados,
Ou,
Quem sabe abertos,
Mas apenas olhos.

Olhares que fitam,
Um destino incerto,
Perdido em meio a tudo
e todos,
Que buscam e se perdem,
Nem encontram,
Nem preocupam.

Vivem,
Respiram,
Bocejam,
Farejam.

Ralo abaixo…

Como pode…
Tantas possibilidades,
Tantas habilidades,
Tanta criatividade

Pelo ralo,
Pela latrina,
Mal aproveitas por…

Por que será?
Quais os motivos?
Qual a explicação?

Por que tem de haver,
Não pode ser assim…
Simplesmente sem sentido,
Por ser
E
Pronto

Mas,
Não…
Se prendem ao mínimo,
Se contentam com pouco,
Ficam felizes com a medíocridade
E acabam por serem assim

Sendo o mínimo como…
Pessoas,
Seres humanos,
Amigos,
Cidadãos.