O rabo do peixe

E tudo que somos e que fomos acaba chegando a um resultado impensável daquilo que nem sabemos que podemos ter e ser. Mas, apenas sendo e tendo, somos pessoas, indivíduos, que chegam a conclusões, pensamentos, ideias, decisões. A vida é dessa forma, então, cheia de sentidos e ironicamente muitas vezes sem motivos por serem apenas o que são, sentidos sem sensações, sensações sem propósitos. De uma mente sã e ao mesmo tempo insana, de alguém que nada mais é do que um ser humano, sapiens daquilo que se coloca, mas muitas vezes sem saber apenas o é, sem perceber que aquilo que acredita é fruto de um senso comum, de uma tradição que lhe foi imposta, apenas porque não cabia na assadeira.

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Quebra-cabeças

Onde estão aqueles que deveriam estar por aqui, procurando junto com todos, arrumando as coisas, organizando o caos que existe e mais que perturba?

Perderam-se no meio da desordem, sem norte, com a bússola quebrada. Tentam encaixar as peças quebradas, fazer com que o grande quebra-cabeças de suas vidas tenham algum sentido, mas não faz nenhum.

A razão perdeu-se, dominou apenas o sentimento, a paixão, o amor de que todos estão em conjunto, naquilo que tanto se almeja, que tanto se busca, mas que se irá encontrar ou não já são “outros quinhentos”.

E nessa irracionalidade as peças vão se juntando, perdidas, um tanto mal encaixadas, mas aproximam-se e aos poucos a vida, novamente montada, já se retoma, e indo daquela forma, como se tivesse direção, mas como toda vida, é meio sem rumo, meio perdida.