• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Engolidos

Enquanto alguns simplesmente desaparecem, em meio a tanto que se coloca em nosso dia-a-dia, cotidiano corrido de velocidades inconstantes, outros se sobressaem e surgem como estrelas em meio a um turbilhão de emoções que se forma no espaço veloz que tanto é característico de nossas cidades. Uma pena, contudo, que essas estrelas sejam tão passageiras, venham cadentes e logo se deixam levar pelo ritmo inebriante e inquebrável que se estabelece em nossas cidades desde quando elas começaram a se formar, ainda mais depois do advento do relógio, que tudo conta e mede.

Invenção interessante essa, o relógio. Coloca em nossos pulsos, nossos bolsos e telefones a sensação de que temos o controle do tempo, quando mesmo é muito superior a nós mesmos. Não temos controle sobre ele, muito pelo contrário. Desde a Revolução Industrial e a exacerbação do tempo simplesmente não temos mais controle algum sobre o tempo e aquilo que necessitamos dele. Simplesmente vivemos de acordo com os ponteiros de um relógio (ou os dígitos) e vamos achando, acreditando que temos a liberdade e o direito de escolher e fazer o que bem entendemos. É ainda, quando acreditamos ter essa liberdade, esse controle sobre nós mesmos, que as estrelas se mostram, brilham em meio a uma grande parcela de pessoas que simplesmente aceitam e se deixam levar. Mas, não demora, para sermos consumidos pela rotina da urbanidade pós-industrialização, em uma pós-modernidade que nos engoliu de modo tal que não temos mais como controlar nada que está a nossa volta. Simplesmente somos e continuamos sendo, apagando-nos de modo a ficarmos invisíveis ao lado de outros.

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Que realidade é essa?

Que caminhos estamos percorrendo dentro dessa sociedade insana, que muitas vezes se passa de uma forma que nem conseguimos imaginar, simplesmente passando como se tudo fosse repentino, instantâneo, em uma efemeridade que beira a inexistência?

Valores há muito foram corrompidos, nos mais diferentes setores de nossa sociedade. A intolerância chegou em tal nível que vemos pessoas achando a coisa mais comum do mundo, e até justificando a mesma.

Dentro do pensamento do politicamente correto, não podemos mais emitir opinião de nada. Dar a sua opinião virou motivo para ser taxado de ditador, discordar dos outros então… Virou uma afronta mortal para alguns.

O que vale é a individualidade, cada vez mais. O que o outro pensa, a forma de agir dos outros, isso pouco importa. E, então, vamos nesse ritmo, e ficando abismados ao vermos pessoas incendiando mendigos. Nos assustamos com a crescente nos índices de violência. Ficamos boquiabertos com a falta de sensibilidade alheia.

Posso ser seu amigo?

Ontem meu irmão me chamou para ver um vídeo. Imaginei que fosse mais um dos vídeos de novos cantores que ele gosta de ficar procurando no Youtube. Mas, não era. “Posso ser seu amigo?” é um vídeo muito interessante que nos faz questionar e pensar a respeito da importância que cada vez mais damos para a nossa vida virtual, ao invés de nos preocuparmos com nossa vida real. Deixo abaixo o vídeo:

Até a teoria da relatividade pode ser uma balela!

Emitir opinião não é algo fácil de se fazer.

Muitas pessoas acham que apenas dizer aquilo que elas acreditam é o necessário para emitir uma opinião. Pegam, acessam o Twitter, Facebook ou simplesmente escrevem um e-mail, mandam para uma “galera” e pronto. “Falou, tá falado!”. Acham que todos tem de aceitar o que foi dito por ela, que não podem ser questionadas, que a opinião delas deve ser respeitada e aceita simplesmente pelo fato de ser uma opinião pessoal. E se chateiam quando tem sua opinião, que para elas deveria ser uma verdade absoluta e amplamente respeitada, sendo questionada e colocada em cheque.

Vejo muito isso na geração atual. Jovens que acham que o que vale é apenas dizer o que “acha”, “aquilo que pensa”. Uma juventude que se vale de um conceito equivocado de liberdade de expressão para dizer suas opiniões e justificarem seus preconceitos velados. É impressionante como temos preconceitos velados em nossa sociedade. Muitas pessoas desavisadas quiseram, ao longo dos anos, propagar a ideia de que o Brasil é um país sem preconceitos, que todos são respeitados, devido a multiculturalidade existente em nosso espaço geográfico. Uma besteira sem tamanho, tanto de se dizer, quanto de se defender, dado a realidade que vivemos desde a formação sócio-cultural de nosso país. Mas, com o passar dos tempos, chegamos a um contexto, em pleno século XXI, em que as pessoas viraram pelo avesso todo e qualquer conceito que exista. Preconceito, bullying, religião, foi tudo tão mexido e remexido em nosso tempo pós-modernista, que simplesmente não sabemos mais como se dá isso tudo. Foram conquistas interessantes as quais tivemos devido ao pós-modernismo, mas me pergunto se a geração de hoje foi criada de modo a ser questionada o tempo inteiro, e justamente o que observo é que não foi.

A teoria da relatividade, desenvolvida por Einstein anos e anos atrás, e fortemente aplicada em nossa vida pós-modernista é algo duro de se viver e conviver. É bem simples explicar o motivo disso. Imagine você viver em uma realidade na qual você pode ser questionado o tempo inteiro, uma realidade onde os “achismos” não são valorizados, muito pelo contrário, eles são ridicularizados. Preconceito para com o direito de “achar”? Sim! Mas, mas… A nossa sociedade brasileira é multiculturalista, não tem preconceitos. A meu caro, e você acreditou nessa propaganda muito da mal elaborada? “Achou” que isso era o certo? E, agora, ao ver que não é bem assim? E agora, ao perceber que o preconceito existe e que simplesmente dizer o que pensa não é suficiente para convencer os outros, como você irá agir?

Ter opinião não é apenas achar alguma coisa… Ter ideias próprias não é se basear em “achismos”. Não há espaço para isso em uma sociedade multiculturalista, pós-modernista, relativista. Tudo é possível? Sim! Desde que seja muito bem fundamentado. E, mesmo sendo muito bem fundamentado, se prepare, sua opinião nunca será a verdade absoluta, pois ela simplesmente não existe, e não foi Einstein que disse isso, foi bem antes dele que chegaram a essa conclusão.

Até a teoria da relatividade pode ser uma balela!

Recém…

Ontem estava na casa de meus sogros para fazer um lanche com eles, ver minha noiva e um casal de amigos que haviam acabado de se casar. Diversão mais que garantida, sem dúvida alguma, e mais bacana foi ver o quanto o casal de amigos estava feliz, naquele ritmo de “tudo é maravilhoso”… Deve ser gostoso esse clima, né? Esse momento inicial de descobrir características ainda mais profundas daquela pessoa que você já achava conhecer, e ver algumas coisas que você nem imaginava que seriam possíveis e são tão diferentes de como era antes do casório. Li em algum lugar, em uma dessas correntes que fazem piada com casamento, que as pessoas só conhecem realmente o seu companheiro em sua plenitude quando se casam com ele, que as pessoas, depois de casadas, mudam de tal forma que muitas vezes parecem ser até outras…

Será mesmo que é essa? Bom, é só uma pergunta que ficou em minha mente, coisas de um homem que está fazendo três meses de noivado hoje…