• Sobre mim mesmo…

    Adolfo Brás Sunderhus Filho é professor de História, Filosofia e Sociologia, que tem um mania de ficar observando tudo a sua volta e quando acha que algo é interessante (ou nem tanto) acaba por escrever por aqui sobre isso...
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Ser o que não é…

Me pergunto, e aqueles que passam por aqui periodicamente sabem bem disso, o que anda acontecendo com a humanidade de uma forma geral. Há milhares de anos os primeiros seres humanos surgiram na Terra e de lá para cá o que os mesmos fizeram foi destruir cada vez mais e mais esse planeta no qual eles vivem. Poluição, ganância, guerras. Tudo isso levou nosso planeta a uma situação completamente deprimente. Mas, mais do que a situação ambiental, o que mais me assusta é a intolerância, ainda mais quando a assistimos, bem próxima de nós.

Ontem a noite, voltando da rodoviária de Vitória-ES, depois de meu sogro embarcar para o Rio de Janeiro, estava eu e minha esposa no trânsito quando observo ao longe uma situação um tanto estranha e reduzo a velocidade do meu carro. Chegando mais próximo, vejo uma pessoa dentro de um carro, aos berros com um motoqueiro que não tinha feito nada de errado. Ele gritava e o xingava dos mais diversos nomes e jogava o carro para cima do motoqueiro toda vez que o mesmo tentava sair e seguir seu caminho, muito provavelmente para fazer alguma entrega, dado que ele tinha aquelas mochilas típicas de entregadores nas costas.

Ficamos eu e minha esposa estupefatos e assustados com a situação. O único “erro” do motoqueiro era o fato de que ele não andava com pressa na via em que estava, enquanto o ignorante queria, provavelmente, andar em alta velocidade. Provavelmente o entregador estava procurando o local no qual ele deveria entrar para completar seu serviço, e agora estava ali, correndo risco de ser atingido por um veículo guiado por animal mal educado.

Tudo isso eu vi enquanto observava no vidro traseiro do carro dele um plástico que fazia menção a uma denominação religiosa da qual ele, provavelmente, faz parte.

O ser humano cada vez me assusta mais.

Caminho de negação

Mudanças são processos longos, muitas vezes dolorosos, que nos fazem pensar em tudo que deixamos, ou deixaremos (caso ainda não tenhamos abandonado por completo) para trás. Não é fácil, sem dúvida alguma. Se desvincular de coisas que até então faziam parte de ti, de seu viver, que o caracterizavam, não é simples como mudar de roupa, vestir outra calça ou camisa. É algo muito mais profundo, que pode vir a trazer consequências que muitos não concordarão e, por vezes, inclusive, poderão até vir a abandoná-lo. Mas, o é necessário.

No final do ano passado, ganhei de presente de aniversário uma benção maravilhosa, e lá iniciou-se um processo, que ainda está em andamento, e sempre estará. O passo mais importante desse processo já foi dado por mim, anos e anos atrás. Imaginei que com o passo que dei no final do ano passado, a caminhada estaria completa e seria apenas continuar nela, mas vi, ontem, o quanto estava equivocado ao pensar dessa forma. A caminhada realmente é constante, a entrega realmente é permanente, e o negar-se a si mesmo é mais do que necessário para que possamos trilhar o caminho que nos é reservado. Não é fácil, longe disso. É deveras difícil. Mas, busco forças sempre para continuar essa caminhada e a continuarei, pois tenho fé que essa caminhada me trará frutos maravilhosos, ainda mais belos dos que os que colho hoje em dia.

Culpar a quem não tem culpa…

A mídia foi tomada de assalto ontem por um acontecimento dos mais inesperados, mas que é um demonstrador de por onde está caminhando a sociedade brasileira contemporânea, infelizmente.

Um jovem de 24 anos, ex-aluno de uma escola pública do estado do Rio de Janeiro, entrou na escola passando-se por um palestrante e depois foi invadindo salas do primeiro andar do colégio e atirando com revólveres calibre 38 e 32 contra os alunos que estavam nas salas de aula. Doze crianças entre 13 e 15 anos foram sumariamente assassinados. Agora, a pergunta que fica na mente de todos é: por que algo tão absurdo, que víamos apenas em telejornais acontecendo no exterior (mais especificamente, E.U.A.), chega assim em nossa realidade? Tal questionamento é mais que necessário.

Pelo que pode-se observar com as informações até agora veiculadas, Wellington Menezes, que agora, na mídia, está sendo chamado de “O atirador do Realengo”, era um fanático religioso. A reportagem da revista Veja, de forma um tanto descuidadosa, identifica inclusive tal seita religiosa da qual ele fazia parte (http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/atirador-de-realengo-sofria-bullying-no-colegio-afirmam-colegas). Agora, não podemos fazer como alguns já estão fazendo e generalizar dizendo que a culpa é da religião, de que o religião é um câncer que deve ser extirpado e por aí vai… Dizer que o culpa é da religião devido ao alto grau de fanatismo religioso que existe na carta do assassino do Realengo não ajuda em nada, muito pelo contrário, só cria ainda mais possibilidades de que outros ataques venham a ocorrer, agora contra pessoas que seguem a mesma vertente religiosa que o tal do Wellington.

A verdadeira religião, traz uma mensagem que é bem clara, e que não se apega apenas em dizer que animais devem ser protegidos (como parece ser a grande preocupação do asssassino, em sua carta de suicídio – http://g1.globo.com/Tragedia-em-Realengo/noticia/2011/04/leia-trecho-da-carta-do-atirador-que-invadiu-escola-no-rj.html). A mensagem da religião e que é aquela propagada pelo verdadeiro servo de Deus é algo muito mais profundo e que se volta para todos aqueles que foram criados por Ele. Não podemos, em hipótese alguma, cair na armadilha de transformar tal fato em motivo para perseguições e desrespeitos a religiosos. A fanatismo, o fundamentalismo é que é o equívoco, e não a religiosidade em si.

O princípio do início

Começa,
Inicia-se,
Mais 12,
Mais 365,
Como aquele que se findou,

Com grandes expectativas,
Esperanças imensas,
De muitas mudanças,
Com uma vida,
Completamente,
Diferente para se viver.

Caminharemos,
Buscaremos,
Permaneceremos,
Provaremos,
Mas,
Tudo isso,
Apenas porque,
Temos Ele como nosso único mestre,
Que nos permite,
Que nos concede,
A dádiva de viver,
De forma bela,
Intensa,
Num livre-arbítrio perigoso,
E,
Ao mesmo tempo,
Maravilhoso,
Somos falhos,
Somos mancos,
Mas Ele nos permite,
Que digamos:
“Somos teus filhos”.

E,
Justamente por isso,
Fiz questão de abrir o ano dizendo,
Agradeço a Ti Senhor,
Pela sua misericórdia,
Em me conceder mais essa oportunidade,
De estar nessa caminhada,
De estar nessa jornada,
Pois, ó Pai,
Que tudo que tenho,
Que tudo que sou,
Só o tenho,
Só o sou,
Pois o Senhor permite,
O Senhor concede,
Em sua infinita misericórida,
Para comigo, pecador.

Tenho certeza de que esse ano será maravilhoso para mimi. Como disse, mudanças ocorrerão em minha vida e muito aprenderei nesse 2011 que agora se inicia. Tudo isso, pela misericórdia e graça do Senhor, nosso Salvador.

O fim… finda…

E finalmente chegamos ao fim.

Um ano um tanto confuso, de muita correria e mudanças. Conquistas foram grandes, bençãos foram enormes e, próximo dos fim, o antigo “eu” foi-se, e um novo nasceu, com mudanças e permanências, mas preparado para novas experiências cada vez mais maravilhosas e únicas em meu viver.

Mas, esse ano não foi de mudanças apenas no pessoal, longe disso. Como bem escreveu Danilo Barcelos Corrêa, em seu blog (Desde que o samba é samba), 2010 foi marcado pela queda das máscaras de nossa sociedade.  O Brasil, que vive uma pseudo-democracia, mostrou sua verdadeira face, altamente preconceituosa, derespeitosa e insana. Invasões policiais, fascismo sendo aplaudido, atentado contra cidadãos por suas escolhas sexuais e por aí vai. Motivos para tais absurdos? Podemos encontrar vários… Mas será que eles realmente justificam? Ou melhor: será que há justificativa para isso tudo, ou tais atos são apenas fruto da insanidade humana, da necessidade ridícula e inexplicável do ser humano de julgar o outro e de achar que apenas ele está correto em suas ações e escolhas? São questionamentos que devem ser feitos e permear o nosso pensamento nesse findar de 2010 e no alvorecer de 2011.

Grandes bençãos e alegrias

É incrível como são as coisas, como nossa vida caminha e acontece.

Sempre fui um homem religioso, muito. Mas, como todo homem religioso, passei por momentos de questionamentos a respeito da minha própria religiosidade, a respeito do ser divino e por aí vai. Isso é algo comum na história da humanidade (maniazinha de historiador). Se observarmos todas as pessoas que hoje são tidas como religiosas e tal, elas também passaram por períodos em que questionaram ou não tinha fé alguma na existência de um ser divino ( caso emblemático o de Santo Agostinho, que depois de cético e maniqueísta veio a se converter ao catolicismo e se tornar um dos maiores filósofos da Idade Média e da Filosofia Cristã). Obviamente, guardadas as devidas proporções (pois muito longe estou de ser um filósofo com Agostinho), passei também por um período de questionamento a respeito da figura divina dentra da história e dentro de mim mesmo. Não foram poucas as vezes em que me perguntei, me questionei, a respeito da existência efetiva de Deus (ou dos deuses, até).

Fui criado em um lar católico, mas acima de tudo, um lar cristão. Até meus 16 anos fui muito praticante do catolicismo e depois acabei me distanciando. Aos 18 anos, mais ou menos, tomei contato com outra igreja cristã (Igreja Cristã Maranata), com a qual tive uma grande identificação. Passei a frequentar seus cultos, e fui tomando gosto de suas características e particularidades. Mas, depois, me distanciei novamente, quando fui para a faculdade. Passei a questionar, a não aceitar e até a por em dúvida a existência efetiva de Deus. Foram 4 anos em que questionei, duvidei. Depois, fui retomando, ainda não retomando uma participação efetiva no Corpo da Igreja, mas deixei de questionar, e como mágica, simplesmente minha certeza de que Deus existe e comanda todas as coisas em nossas vidas retornou. E então comecei o que chamo de “ensaio de retorno”, que demorou dois anos para acontecer efetivamente. E aí acho que Deus se “encheu” e tomou as rédeas, e colocou em meu caminho um anjo, maravilhoso, que me mostrou a felicidade plena e me colocou, em definitivo, de volta no caminho que O Senhor tinha reservado para mim.

Hoje, dentro da maturidade que venho alcançando em minha religiosidade, tenho certeza de que Deus tinha total controle sobre tudo que ocorreu em minha vida, e que me guiou até quando eu estava distante dele, em meu pensar e meu agir, pois Ele é misericordioso e quer que seus filhos cresçam e tenham experiências maravilhosas com Ele. E, justamente por isso, por uma experiência fantásrica, maravilhosa, única que tive com O Senhor nesse final de semana, que resolvi colocar aqui, publicamente, essa mini-biografia a respeito da minha trajetória religiosa. Muito ficou de fora, mas tenham certeza: Deus é misericordioso demais em me aceitar de volta em sua Obra, depois de tudo que fiz, de tudo que falei, de tudo que pensei.

Livre arbítrio

Encontrei esse texto abaixo, perdido no meio de antigos textos aqui, do antigo blog… Algo para pensarmos…

Sabe… nunca podemos nos dar a chance de desistir das coisas… Nunca podemos deixar que o desânimo, que o mal humor, que a falta de vontade nos domine e impeça que continuemos em nossa caminhada rumo ao que é de melhor para nós… Sei que muitas vezes não é fácil, que muitas vezes olhamos para o horizonte e vemos nossos objetivos, mesmo que estejamos caminhando, parecerem mais e mais distantes, ao invés de se aproximarem de nós… Sei que muitas vezes os impencilhos que se colocam em nossa caminhada são grandes, enormes… Sei que muitas vezes aparecem pessoas que só servem para nos desanimar e nos colocar para baixo… Sei que muitas vezes… Nossa… É tanto coisa que as vezes surge para nos impedir de buscar a nossa própria felicidade que eu até me perco aqui tentando colocá-las nesse texto… Mas, uma coisa eu sei… Existe sempre um Alguém que quer a nossa felicidade, que quer que alcancemos aquele ponto distante no horizonte, aquela luz intensa de alegria e amor… Esse Alguém é Aquele em que devemos sempre acreditar… É Aquele O qual nunca devemos duvidar de Sua existência… Sim sim… É Dele mesmo que falo… De Deus, que sempre quer o nosso bem, que sempre está olhando por nós em toda a nossa caminhada nessa vida com a qual Ele nos presenteou…

E, sinceramente, acho que é isso que falta para muitos de nós… Falta-nos essa consciência de que a vida é um presente, um dom que Deus nos deu e disse apenas: “Desça, ame ao seu próximo como a si mesmo, e seja feliz!” Não sei se foi realmente isso que Ele me disse antes de eu vir pra cá, mas aposto que foi mais ou menos por aí… Ele é nosso Pai… Você já viu algum pai que quer o pior para seu filho? Sinceramente, eu nunca vi isso… Deus nos ama, se não Ele não nos teria dado o maior de todos os dons, a vida e o livre arbítrio… Quer prova maior de amor do que presentear alguém com o livre arbítrio? Aquele que ama, não pensa em controlar a vida alheia… Aquele que ama quer sempre dar condições para que a pessoa querida possa caminhar com suas próprias pernas e possa encontrar seu destino, seu próprio caminho em busca da luz no horizonte… E Deus faz isso conosco… Ele nos ensina, nos mostra como devemos caminhar, mas nos dá liberdade para escolhermos os caminhos, pois Ele quer que aprendamos com nós mesmos, quer que tenhamos a sensação de que nossas vitórias chegaram em nossas mãos por nossos próprios méritos… E isso é verdade… Só conseguimos algo se realmente o quisermos… Deus, nosso Pai, nos ajuda em nossa caminhada, nos dá a força para continuemos a andar… Mas, quem chega lá no horizonte somos nós, e pelo livre arbítrio nós escolhemos como chegar e se vamos ou não chegar no “paraíso” que está reservado para nós…

Nunca deixemos de agradecer a Deus por esse presente incrível que Ele nos deu… A vida, o livre arbítrio…